OS NOVOS DEUSES DE JACK KIRBY PRODUZIDOS POR JOHN BYRNE – Parte 4: – Eis o resultado do efeito prolongado às “Partículas Kirbyanas”.

Quando os pilares do universo tremem em agonia não mais suportando o peso da insensatez dos deuses, é chegada a hora de Shiva repetir sua dança astral e novamente encantar a existência com sua paixão.

Bem vindos a mais uma expedição ao universo dos “Novos Deuses”, que John Byrne escreveu e desenhou, Bob Wiacek arte-finalizou, Rick Taylor coloriu, Henry Garrit resenhou e Jack Kirby imortalizou.

Esse quarto volume do título foi publicado em 1996 nos EUA, e em 2002 no Brasil dentro da revista “DC Millenium” da Brainstore Editora.

Contém spoilers revelações sobre a história

New Gods # 15: FECHANDO O CÍRCULO

Capa de Walt Simonson

Deuses sem memória vagam pela Terra misturando suas crises com a dos meros mortais, e fazendo de suas vidas, pequenas tragédias divinas.

O impensável aconteceu… a própria Fonte foi maculada, o Pai Celestial enlouqueceu e Darkseid pode ser a última esperança de salvação.  Alguma coisa está errada? Ou tudo apenas corre de acordo com o plano divino que foi traçado desde antes do nascimento dos deuses? O quanto eles se deixaram envaidecer pelo título que ostentam a ponto de permitir que a arrogância os cegasse para o óbvio caminho de autodestruição que vêm trilhando?

Separado de seu grupo, o novo deus conhecido como Vykin foi arrebatado para a presença de Darkseid, que na verdade não é Darkseid, e o considera o mais sábio de todos, exceto por Metron. Existe um plano secreto em andamento nos bastidores da Muralha, e a reunião dos deuses na Terra não é obra de mero acaso.

Darkseid e o Pai Celestial se sacrificaram para evitar o fim do universo, se fundiram a Fonte e misturaram sua essência a ela… alimentando-a, fortalecendo-a, corrompendo-a…

Esses fatos foram revelados a Vykin pelo Darkseid que na verdade não é Darkseid, mas uma fração de sua existência libertada pelo verdadeiro antes de sua partida ao destino final dos deuses. Ele é apenas uma sombra do verdadeiro, que logo se dissipará. (Não é incomum que Darkseid crie simulacros de si próprio para agir em seu lugar enquanto o verdadeiro apenas observa o jogo de longe, a salvo. Quero crer que foi o caso quando a Liga da Justiça lutou contra ele muitos anos depois e em outra linha de tempo, conforme narrado aqui).

O misterioso Tákion foi criado por Paul Kupperberg, Aaron Lopresti e pelo Pai Celestial sob um pretexto benevolente, estrelando uma simples minissérie e depois sendo incorporado por Byrne ao título dos Novos Deuses, mas qual o real motivo de sua existência? Quando o destino do universo e das vendas de gibis pendem na balança, os fins justificam os meios?

Tákion consegue levar o Povo do Amanhã até a presença de Vykin e de Darkseid que na verdade não é Darkseid, pois o verdadeiro se uniu a Fonte. (sensação de Deja Vu).  Ele separa a Caixa Materna dos jovens deuses e entrega a eles apenas partes do todo. Mais um pedaço do grande plano.

Metron vai direto a fonte de tudo, levando um passageiro indesejado com ele. O homem agarrado na beira da Poltrona Mobius contempla a face da Muralha, e o que será de sua mente depois disso?

Tákion consegue levar o Povo do Amanhã até a presença de Vykin e de Darkseid que na verdade não é Darkseid, pois o verdadeiro se uniu a Fonte. (Eu já disse isso? O tempo parece meio abstrato agora).

Grande Barda e Senhor Milagre são arrebatados e caem juntos em um elevado plano de existência, onde contemplam duas faces iguais em poder e opostas em espírito, mas unidas em prol de um objetivo maior: o segredo da Equação Antivida o equilíbrio pacifico entre a vida e a Fonte.

Duas. Mentes. Opostas. Unidas.

E no fim do horizonte meias respostas, e as perguntas que não foram feitas.

Este foi o último número dessa encarnação do título “New Gods”.  No mês seguinte, a revista recomeçaria, passando a se chamar “O Quarto Mundo de Jack Kirby”.

John Byrne foi exposto a certas partículas cósmicas que o deixaram completamente louco, mas lhe proporcionaram o dom de escrever histórias insanas sobre deuses caídos de mundos impossíveis se fundindo no infinito. Eis o resultado do efeito prolongado as “Partículas Kirbyanas” em John Byrne e neste resenhista que vos escreve.

Talvez com o tempo, Byrne tenha perdido seus poderes, ou simplesmente tenha decidido brincar de outras coisas. Mas à frente da revista protagonizada pelos Novos Deuses de Jack Kirby, ele era a própria centelha divina da inspiração… para os que puderem e quiserem enxergar o cerne da loucura e desvendar suas maravilhas.

Mas nem todos querem. E nem todos podem.

Essa é a Muralha da Fonte. CLIQUE PARA AMPLIAR!

Tubo de Explosão para resenha anterior AQUI.

25 comentários sobre “OS NOVOS DEUSES DE JACK KIRBY PRODUZIDOS POR JOHN BYRNE – Parte 4: – Eis o resultado do efeito prolongado às “Partículas Kirbyanas”.

  1. E essa não foi a primeira vez que o Darkseid ficou preso na fonte (a primeira que eu vi foi naquela história dos X-men e Novos Titãs que foi desenhada pelo Simonson. Fênix Negra e Darkseid juntos prá destruir os fedelhos. A primeira aparição do Wolverine com o uniforme marrom e o beijo de Kitty e Gar!!!). O Byrne iniciou e fechou o seu ciclo de maneira esplêndida. tem gente que acredita que ele é limitado. Eu não vejo dessa maneira. O material foi de verdade uma homenagem ao grande mestre Kirby e toda a sua obra. Do mesmo modo ele fez com a Doom Patrol em 2004 (mas aí metendo o dedo mais fundo na ferida e fazendo birra num monte de leitores!!!!). Admiro demais suas hiistórias pois cresci vendo as nuances e fantasias plantadas por ele! E o Rodrigo fechou também de forma massavéio essa participação. Agora, que venha o 4° Mundo.

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    1. Obrigadão, Nilson… ótima a sua lembrança do encontro dos X-Men com os Novos Titãs e a participação de Darkseid… esses pequenos detalhes da história fazem ela ficar ainda mais… histórica!

      Sábado que estamos de volta… e vamos conhecer um John Byrne trabalhando um Quarto Mundo mais Jack Kirby do que nunca…

      Abraços!!

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  2. Acho que o “problema” do Byrne é que ele é muito apegado ao material clássico, de modo que parece que ele volta no tempo, e fica por lá quando escreve algo. No caso dos Novos Deuses, já que ele viajou pros anos 70, e ficou colado no Kirby, então, não deve ter ficado ruim. Já com outros super heróis, tem coisa que nem dá gosto de conhecer.

    Também acho que os Novos Deuses é a cara dele. Nunca li nada, mas parece interessante.

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