DARK – resenha da primeira temporada sem spoilers.

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Por Henry Garrit

Alardeada como uma espécie de “Stranger Things Alemã”, a série Dark da Netflix logo despertou o interesse dos fãs do gênero. Mas não se enganem; embora existam de fato alguns paralelos, são tramas completamente diferentes. Dark nos convida a uma profunda imersão a um mundo menos otimista do que o visto em Stranger Things, e que as comparações parem por aqui.

Agora, como falar de Dark sem spoilers?

(respiro fundo)

Ok. Vamos lá.

Na pequena cidade alemã de Winden, temos uma comunidade relativamente pacata onde todos literalmente se conhecem. Essa cidade abriga uma usina nuclear e já foi palco de desaparecimentos de crianças no passado.

O ano é 2019 e o jovem Erik Obendorf está desaparecido.

Após uma visita a uma caverna na floresta, outro menino também desaparece. É Mikkel.

Desesperado, o pai do garoto, Ulrich, que é policial, inicia uma busca frenética pela cidade, e começa uma investigação remontando o último lugar onde o menino foi visto, a tal caverna, que por sinal atravessa o subterrâneo da usina nuclear.

Acontece que há trinta e três anos, o irmão de Ulrich, Mads, também desapareceu em circunstâncias misteriosas e vários fatos convergem na conclusão de que esses sumiços estão de alguma forma conectados.

Esse fato justifica uma das frases usadas na chamada do programa: “O problema não é ‘como’… mas ‘quando‘”.

Desde o primeiro momento, é exigido do espectador atenção máxima a tudo o que acontece. Isso é importante porque temos muitos personagens, e se nos distrairmos, perdemos o fio da meada em relação a conexão que existe entre eles.

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Existem quatro famílias principais que nos ajudam a entender todo o mistério de Dark: Os Kahnwald, os Nielsen, os Tiedemann e os Doppler.

Não tenha vergonha de fazer anotações ou assistir ao mesmo episodio duas vezes. Inclusive, para que a experiência seja completa, isso é recomendado, mas não obrigatório. Embora o roteiro seja um labirinto repleto de surpresas, é possível acompanhar toda a narrativa, apesar da fama que a série ganhou de ser incompreensível. De qualquer forma, fique à vontade para consultar esse mapa com a árvore genealógica das famílias da trama:

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(Divulgação/Reprodução)

Cada personagem apresentado tem uma pequena história que em si, já é uma pista que nos ajuda a entender o quadro geral. Traçar essas ligações entre eles percorrendo várias épocas é a grande proposta da série, se você estiver disposto a topar esse desafio. Em alguns momentos pode ser cansativo, mas a recompensa da descoberta é muito satisfatória.

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A conclusão que chegamos é que Dark é, e não há complicação alguma nisso, uma ótima série de ficção científica, usando a viagem no tempo para nos guiar através de uma história de crimes e muitos mistérios.

 

 

2 comentários sobre “DARK – resenha da primeira temporada sem spoilers.

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