RESENHA: LIGA DA JUSTIÇA – A GUERRA DE DARKSEID!

Por Henry Garrit

Os Novos Deuses estão entre nós!

Uma amazona renegada deseja matar Darkseid, o deus maligno de Apokolips, e para isso invoca aquele que pode ser o único capaz de realizar tal façanha: O Antimonitor!

Na esteira dessa batalha cósmica, a Liga da Justiça e o Sindicato do Crime entram em choque direto com os Novos Deuses de Apokolips e Nova Genêse, descobrindo inimigos terríveis e aliados formidáveis, até que eles mesmos são imbuídos com o poder de deuses… Mas será o bastante para conter o mal que fora liberado?

O duelo de titãs definitivo! Quem nunca sonhou com esse embate desde o lançamento do clássico dos clássicos de Super-Heróis CRISE NAS INFINITAS TERRAS, onde a participação de Darkseid se deu de forma tímida, colocando apenas Apokolips supostamente fora de perigo e atacando o Antimonitor de forma indireta já no final da saga através dos olhos de Alexander Luthor

Mas e se os grandes vilões da DC realmente se enfrentassem, como seria? É isso que a saga A GUERRA DE DARKSEID se propõe a mostrar, muito embora use desse pretexto apenas para contar outra história e deixar o caminho aberto para novas descobertas ao fim da trama.

Antes de continuar, sugiro que leia a resenha dos dois prólogos da Guerra de Darkseid AQUI e AQUI, e a história de Myrina Black e Cálice, personagens fundamentais para a trama AQUI.

A história apresenta muitas perguntas, mas também oferece algumas respostas, ainda que nem todas sejam plenamente satisfatórias. Tal como foi feito com  Darkseid, cuja nova origem foi recontada para os Novos 52 de forma extremamente pobre se comparada a sua história anterior (confira AQUI), alguns segredos do Antimonitor também são revelados, vinculando-o a Poltrona Mobius do novo deus Metron e a Equação Antivida, o objetivo principal de Darkseid. Embora seja interessante ter algumas questões resolvidas, o fato de ignorar origens anteriores incomoda pelo fato da nova versão não ser tão melhor assim a ponto de substituir o que já existia. Claro que como se trata do Universo DC, nada é definitivo, tudo o que mudou pode voltar a ser o que era, ou todas as realidades podem até mesmo coexistir no multiverso… Mas  deixar de aproveitar o melhor das histórias do passado em nome de novas ideias rasas não me parece muito inteligente. Dito isto, quero deixar claro que sou favorável a revisões e atualizações, desde que contribuam para que a melhor versão da história dos personagens seja contada, o que infelizmente nesse caso não é o que acontece.

Geoff John iniciou os Novos 52 com sua Liga da Justiça enfrentando Darkseid, e fez dele o motivo da equipe existir. Esse é um bom exemplo de revisão da continuidade que funcionou, pois fez todo o sentido os maiores heróis do planeta se unirem para enfrentar o maior vilão da editora. Porém, entre muitos erros e poucos acertos, ele retorna para finalizar sua epopeia, e diferente das oscilações de qualidade que vinha tendo no título regular, consegue aqui entregar uma boa história.

Lançada no Brasil dentro da revista mensal da Liga da Justiça, a saga foi também reunida em um encadernado pela Panini, o qual traz além das 10 edições que compõem a história principal, mais seis números de revistas derivadas onde vemos a repercussão dos membros da Liga tendo que lidar com seus recém-adquiridos poderes divinos.

Precisamos mesmo falar sobre o fato dos membros da Liga terem adquirido poderes divinos? Tudo bem, vamos lá…

Foram publicadas seis edições mostrando-os com seus novos poderes. A verdade é que essa foi uma boa ideia com um aproveitamento raso e em alguns casos até forçado.  As coisas aconteceram de modo muito aleatório, não foi como se tivesse sido um grande plano para vencer os inimigos. Esses poderes divinos inclusive acabaram causando mais prejuízos do que benefícios em algumas situações.Um dos maiores destaques foi a participação de Scot Free, o Senhor Milagre, bem como sua esposa, Barda. Essa releitura dos novos deuses não seria a mesma sem eles, e embora o enfoque tenha sido bem diferente que foi dado pelo roteirista Tom King na premiada minissérie que escreveu pros personagens, aqui eles também recebem um tratamento digno e uma sensação de que é preciso que sejam melhor aproveitados no futuro.

De certa forma, senão literalmente, esta saga encerra o ciclo iniciado com os Novos 52 e dá o pontapé inicial ao Renascimento da DC, já com o sugestivo gancho colocado ao final da história,  na época deixando em aberto e mais tarde em outras publicações deixando clara a intervenção do Dr. Manhathan de Watchmen no destino dos personagens, o que se confirmou em outra saga, Doomsday Clock (O Relógio do Juízo Final), além da dúvida plantada sobre a existência de três Coringas e um suposto irmão gêmeo para a Mulher-Maravilha, Jasão.

Embora o roteiro de Geoff Johns tenha dado alguns escorregões e forçado a barra com os membros da Liga turbinados com poderes divinos, no geral é uma boa saga da equipe, acima da média do que vinha sendo feito até então, e finalmente colocando Darkseid e o Antimonitor um contra o outro. Além disso, a história conta com a arte afiadíssima de Jason Fabok em sua maior parte e tem bons momentos envolvendo o Senhor Milagre e sua esposa Barda, a Lanterna Verde Jéssica Cruz, o conflito do Flash com o Corredor Negro e um Batman alucinado pelo conhecimento da Poltrona Mobius,  só pra citar alguns bons exemplos, além de toda a ação e ritmo que uma aventura desse porte precisa, fazendo dela uma leitura divertida que cai fácil no gosto dos fãs não apenas da DC, mas do gênero de super-heróis como um todo.

No fim, Liga da Justiça: A Guerra de Darkseid entrega menos do que promete, mas compensa com alguns bons momentos e agrada se apreciada como uma história regular da Liga, sem o peso da comparação de um épico como Crise nas Infinitas Terras.

 

 

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