Sexta Maldita – Retornos (in)desejáveis!

ERA UMA VEZ UM GATO XADRÊZ

“Quer que conte outra vez?” – Não, obrigado.

A brincadeira do microconto sem meio nem fim serve para calar a criança que insiste em ouvir uma boa história, o que faz do gato xadrez… Um vilão! Mas não um dos bons, afinal, não queremos que ele retorne.

Mas nós precisamos que os vilões retornem. É por causa deles, os “do mal”, que as histórias sobrevivem e voltam a ser contadas e recontadas para as crianças, pequenas e crescidas, de todos os tempos. E qualquer criança entende que a fábula não é sobre a menina indefesa que de vez em quando leva doces para a vovozinha em isolamento social, mas sobre o dia em que ela encontrou o lobo. É o vilão que faz o evento virar uma história.

Nesta sexta-feira 13, seguindo nossa tradição de ode ao lado obscuro da nerditude, vamos conhecer alguns “malvados favoritos” que fazem parte do melhor tipo: Aqueles que voltam! Portanto é com orgulho e sangue nos olhos que o SANTUÁRIO abre alas para este hall de malfeitores-chiclete. É uma delícia ver a mão sumir aos poucos na lava escaldante e pensar “esse fdp vai dar um jeito de voltar…”.

Esta edição da Sexta Maldita é um brinde ao lobo-mau, à madrasta, aos conquistadores do mundo; aos invasores da Terra, aos gênios loucos e maquiavélicos que não resistem a contar seus planos em detalhes e que principalmente cumprem a promessa do momento da derrota, quando gritam “EU VOLTAREEeeeeiii…

Pablo Ramos

Na Sexta Maldita do Santuário, vários amigos e sacerdotes elegem seu vilão ou vilã favoritos e dançam com eles sob a luz do luar.

E você, qual o seu preferido da noite? Quem você escolheria? Deixe nos comentários!

FREDDY KRUEGER

Por Leonardo Cezimbra

Um, dois… Freddy vem te pegar

Três, quatro… Feche bem o quarto.”

A Hora do Pesadelo” fazia jus ao nome. Tive a oportunidade de crescer nos anos 80… Nasci em 1982. Mesmo tendo apenas dois anos quando o filme apareceu pela primeira vez, não seria mentira dizer que a série de filmes de terror foi um marco na cultura pop e cinematográfica.

Como meu pai era ainda muito jovem na época, ele gostava muito de filmes de terror, eu lembro muito de poder sair das minhas aulas de Caratê nas sextas-feiras e passar na vídeo locadora, chamada San Remo, e locar uma fita VHS, hoje em desuso.

Era comum meus finais de semana serem regados a “A Hora do pesadelo” ou “Sexta-Feira 13”. Jason me amedrontava, mas o medo sumia logo depois do filme. Com Freddy era diferente.

Frederick Charles Krueger. Freddy, como é chamado, ao ser morto incinerado fez um pacto com os demônios dos sonhos e posteriormente retornou como uma criatura com a face totalmente desfigurada, luvas com lâminas afiadas e a capacidade de matar jovens em seus pesadelos.

Freddy é daqueles que retorna do inferno, no cinema retornou inúmeras vezes. Mas por mais que eu morresse de medo, eu sempre queria conferir o que ele ia fazer com os jovens da Rua Elm. Sádico, cruel e debochado. O vilão que você se apaixona… Você ria enquanto o assistia matar.

Mas Freddy não ficava apenas na Rua Elm. Ele persistia na minha cabeça, ao ponto de me deixar com medo de dormir. Nesses momentos, ele não era muito engraçado. Quantas vezes ele me perseguiu em meus pesadelos? Perdi as contas. Quantas vezes ele me cortou com sua luva? Muitas. Quantas vezes eu acordei na madrugada e escutei aquela cantiga no meu imaginário enquanto eu atravessava o corredor para ir ao banheiro? Eu praticamente congelava.

Como nos filmes, eventualmente Freddy retorna em meus pesadelos, ainda hoje com quase 40 anos. Ele sempre volta.

Nove, dez, Freddy voltou novamente.”

SOLOMON GRUNDY 

Por Henry Garrit

Quem é Cyrus Gold?

Venham comigo e conheçam sua lenda!

Tal quais muitos personagens místicos do Universo DC, como o Monstro do Pântano e o Vingador Fantasma, a sua origem é controversa e possui algumas versões, o que é potencializado pelo fato de que ele mesmo guarda poucas lembranças de suas vidas anteriores, fora que muitas coisas serão diferentes dependendo de qual ponto do multiverso tiver sido alterado pela Crise nas Infinitas Terras e seus derivados. Mas alguns pilares se estabeleceram sobre sua história. Cientes disso, vamos em frente.

A história de Cyrus começou quando seu pai se mudou para Gotham em busca de fortuna. No entanto a realidade lhe caiu  como um tijolo no rosto, e tudo o que conseguiu foi um trabalho mal remunerado nas docas, com condições precárias e total desrespeito por parte de seus empregadores.

O pai de Cyrus era um homem violento e frustrado, e descontava toda essa raiva agredindo a ele e sua mãe. Uma das piores torturas impostas por ele era enterrá-lo vivo em todos os seus aniversários com o intuito de ensiná-lo algum tipo de lição doentia e sem sentido sobre a vida. Como forma de amenizar (provavelmente a própria culpa e inércia), sua mãe costumava lhe recitar antigos versos como uma espécie de cantiga, enquanto lidava ela mesma com a própria dor.

“Solomon Grundy,

Nasceu numa segunda.

Batizou-se numa terça.

Casou-se numa quarta.

Adoeceu numa quinta.

Piorou numa sexta.

Morreu num sábado.

Enterrou-se no domingo.

E este foi o fim de Solomon Grundy.”

(Cabe salientar que essa palavra deriva de um prato da cultura criolla (descendentes de europeus, geralmente franceses nascidos na América) o “Salmagundi” o qual recebeu o apelido de “Solomon Grundy”. A autoria dos versos é desconhecida mas eles eram bem populares em meados do Século XVII nos EUA).

Cansada dos maus-tratos, sua mãe decidiu fugir daquela relação abusiva, abandonando Cyrus. Desconcertado, ele buscou por seu pai nas docas, onde presenciou o acidente que o matou: Um dos contêineres se desprendeu, caindo sobre o homem. Após testemunhar essa tragédia, o jovem Cyrus se viu completamente sozinho. Passando a viver nas ruas virando-se como podia, passou a ser alvo de outros rapazes que o perseguiam e o espancavam. Certa vez ele foi deixado à beira da morte, sendo salvo pelos cuidados de uma moça chamada Pearl.

Cyrus e Pearl planejaram fugir juntos, mas um homem misterioso o procurou, prometendo-lhe todo o sucesso que fosse possível e também vingança contra os que lhe prejudicaram, desde que ele lhe jurasse lealdade até o fim dos dias. Pearl não concordou com isso, mas Cyrus fora seduzido pelas promessas do homem, e selou o pacto, deixando que ela saísse de sua vida.

Nos anos que se seguiram, Cyrus viu que o homem não estava mentindo, e ele se tornou um criminoso poderoso, influente e cruel, e como não poderia deixar de ser, procurou todos que lhe fizeram mal, vingando-se deles das formas mais violentas possíveis. Ele usou sua influência para encontrar sua mãe, mas num ato de descontrole, acabou matando-a, vendo-se como um monstro pior do que seu pai fora.

Sem demonstrar nenhum remorso, ele passou a ocultar os corpos de suas vítimas no Pântano da Chacina. Numa dessas incursões, foi encurralado por um homem que buscava vingança pela morte de sua família. Vendo-se incapaz de impedir que o homem acabasse com ele, Cyrus decidiu tirar a própria vida, porém esse ato quebrou o pacto que fizera com o homem misterioso e por causa disso, seu corpo já amaldiçoado caiu no pântano.

Cinquenta anos depois, Cyrus se reergueu, retornando dos mortos, tendo passado por uma transformação sinistra e com o raciocínio arruinado, apenas mantinha um ódio tremendo e uma incontrolável sede de sangue e vingança pulsando dentro de si enquanto balbuciava palavras aleatórias aprendidas em sua vida pregressa…

“Solomon Grundy nasceu numa segunda-feira”

Desde então a criatura pereceu e ressurgiu diversas vezes, tendo enfrentado o Lanterna Verde Alan Scott, a Sociedade da Justiça e mesmo o Batman e a Liga da Justiça tempos depois. A cada nova morte e ressurreição, ele parece voltar com alguma característica diferente, as vezes sutil e em outras mais acentuada, tendo inclusive já tendo retornado dotado de grande inteligência. Porém um novo ciclo de morte fez com que ele regressasse mais uma vez desprovido de raciocínio lógico. Em algumas encarnações, ele demonstrou empatia pela heroína Jade (filha de Alan Scott), tornando-se amigável na presença dela, talvez pelo fato dela lembrá-lo de Pearl. Na maioria das encarnações, no entanto, ele apenas retorna como uma máquina de matar incontrolável .

A maldição de Cyrus Gold, seu inferno pessoal, é um ciclo interminável de morte, ressureição, sangue, dor e vingança.

“…E este foi o fim de Solomon Grundy”.

Por ora.

MORBIUS

Por Paulo Joubert

Com a chegada de Venom aos cinemas, a Sony finalmente dá início ao seu próprio Universo Cinematográfico de Personagens Marvel, que já possui planos para mais alguns filmes. Entre esses planos, um filme sobre o anti-herói e por vezes vilão, Michael Morbius.

Um personagem criado no período em que HQs de terror, artes marciais e temáticas urbanas estavam em alta, influenciando os quadrinhos de super-heróis. Hoje, temáticas um tanto em ostracismo, como este antagonista do Homem-Aranha, o que deve mudar com sua incursão ao cinema, assim como Jared Leto (o ator que o fará nas telas), que foi muito criticado pelo seu Coringa de Esquadrão Suicida!

O Dr. Michael Morbius era um renomado cientista nascido na Grécia com fama internacional após ganhar um prêmio Nobel por causa de sua pesquisa em bioquímica. Na época estava noivo de Martine Bancroft e apesar de parecer levar uma vida perfeita, ele sofria de uma rara doença sanguínea, cuja a busca pela cura era exatamente o foco de suas pesquisas. Em dado momento, sua doença ficou  mais forte, o que dava a Morbius pouquíssimo tempo de vida. Ele manteve seu estado terminal em segredo de sua noiva e, juntamente de Nikos, seu assistente de laboratório e melhor amigo, começou a acelerar sua pesquisa. O resultado foi uma possível cura que envolvia um morcego-vampiro e terapia de choques elétricos. No entanto, devido à falta de tempo, nem Morbius nem Nikos tiveram tempo para pesquisar os possíveis efeitos colaterais dessa descoberta.

Vampirismo

Visando ter privacidade para aplicar a cura em si mesmo, Morbius e Nikos arranjaram um iate para onde levaram todo o equipamento necessário. No entanto, Martine, sem saber desses planos, insistiu para acompanhar seu noivo nessa viagem. Assim que ela dormiu, os dois deram início ao procedimento experimental que em teoria curaria Morbius, que deu certo, ele estava curado, contudo, ocorreram alguns efeitos colaterais. Morbius teve seu corpo transformado em um pseudo-vampiro, uma criatura viva, mas com os mesmo impulsos e desejos desses monstros. Em sua ânsia por consumir sangue, Morbius matou Nikos e por pouco não se rendeu aos seus instintos que também desejavam o sangue de sua noiva. Assustado e arrependido com o que havia feito e se tornado, ele tentou suicídio, jogando-se ao mar. Porém, sua vontade de viver acabou falando mais alto, e Morbius simplesmente fugiu, nadando em direção ao continente.

Vilão

Ele foi encontrado por um grupo de pescadores, que retiraram o vampiro da água, apenas para que se tornassem a refeição sangrenta do vilão. Depois, ainda faminto, foi em direção a Manhattan para encontrar novas vítimas. É então que encontrou o Homem-Aranha. Curiosamente, nessa época, Peter Parker também tinha sofrido uma transformação que fez crescer dois novos pares de braços no seu corpo! O Homem-Aranha e Dr. Connors, em sua forma de Lagarto, lutaram e derrotam o vampiro, que mais uma vez conseguiu fugir. Connors, usando uma amostra de sangue de Morbius, conseguiu  criar um antídoto que reverteu tanto a sua transformação quanto a do Homem-Aranha.

Natureza Conflitante

Devido à sua condição de vampiro, Morbius ainda se veria em atrito contra vários outros super-heróis, como os X-Men, o Tocha-Humana e Blade. Contudo ele não era um vilão porque queria, mas sim por não conseguir controlar os seus impulsos vampíricos. Tornou-se um ser bastante traumatizado e arrependido, sonhando todas as noites com as pessoas inocentes que havia matado. Odiando a si próprio, começou a vagar pelo mundo em busca de uma cura para sua maldição.

Eventualmente, Morbius e Blade uniram forças contra outros vampiros, como Drácula. Já em outra história, Filhos da Meia-Noite (Midnight Sons), ele se aliou a outros anti-heróis como o Motoqueiro Fantasma, para impedir um apocalipse zumbi. Após a convivência com este, Morbius decidiu que, já que precisava beber sangue, que fosse o dos corruptos, daqueles que mereciam morrer, e passou a atuar completamente como um anti-herói.

Qual dessas fases do personagem será adaptada ao roteiro do filme segue como a grande incógnita no momento.

O TRIUNVIRATO PROFANO

Texto de Henry Garrit, arte e cores de May Santos e Márcia Sandrine.

Antes que a vida florescesse na Terra, os seres de uma dimensão sombria se uniam as trevas primordiais disputando seu espaço com a luz. Essa guerra entre os antigos deuses durou milênios e desencadeou o fim e o nascimento de muitos universos, até que enfim a luz triunfasse, banindo os seres sombrios para um Reino conhecido com “Úmbria”, onde foram aprisionados. Seu grande mestre, conhecido apenas como o Senhor Obscuro foi deixado em um sono profundo e a vida seguiu seu caminho.

Tempos depois o evoluído povo do planeta Qnuil descobriu fragmentos da “Essência Divina”, artefatos com poder descomunal e fez um pacto com os habitantes de Úmbria para obter tais fragmentos, porém foram traídos e uma nova guerra foi iniciada, com alguns dos antigos deuses sombrios sendo despertados, entre eles o assim chamado TRIUNVIRATO PROFANO composto por Gebezl da Inconstância, Icaerius das Lamúrias Tuhrn da Decadência. Embora ainda estivessem presos em Úmbria, começaram a traçar seus planos diabólicos com o intuito de despertar seu grande mestre, o Senhor Obscuro,  e tomar o controle sobre todas as coisas vivas.

Na guerra que se sucedeu, um dos mais brilhantes cientistas de Qnuil, Paco Vatel, entregou alguns fragmentos que da Essência Divina para o soldado mais corajoso que conhecera, Droma. Ele se encarregou de esconder os fragmentos, partindo numa pequena nave. Porém após um acidente causado pelas ações do Triunvirato, ele caiu no Planeta Even, perdendo a memória e os artefatos, que foram espalhados pelo universo.

O Triunvirato retornou à vida após incontáveis eras adormecidos, decididos a realizar uma profecia que dizia que seu mestre despertaria após a morte de um valoroso campeão da luz. Impacientes, eles mesmo decidiram criar tal campeão, ou melhor, campeã, manipulando um viajante temporal, concederam habilidades para a cientista terráquea Sofia Dupree que veio a se tornar a heroína Vênus. Ciente dos planos do Triunvirato, e disposto a reunir os fragmentos da Essência Divina, Vatel fugiu de Qnuil, onde se estabeleceu na Terra sob a identidade do Doutor Morrice, onde assumiu o controle de uma organização chamada Instituto Sincronia, com base na Ilha Santuário, onde além de reunir Vênus e outros campeões para resistir ao Triunvirato Profano, pretende recolher os fragmentos da Essência Divina perdidos pelo espaço-tempo, criando para tanto uma equipe especializada chamada de Sincronautas.

A cada dia a profecia fica mais perto de se concretizar, e assim como Gebezl da Inconstância, Icaerius das Lamúrias e Tuhrn da Decadência, seu mestre também poderá retornar para mudar tudo o que sabemos sobre a criação. A menos que os poucos representantes da resistência sejam capazes de detê-los…

CHUCK OU DEUS – O MONSTRO NO FINAL DO LIVRO

Por Letícia “Nimphadora” Fiuza

Hoje nossa Sexta-Feira Maldita tem o tema especial sobre Retornos Triunfais e esta Bruxa que vos escreve achou que seria interessante trazer um personagem que tem tudo a ver com o espaço sagrado do Santuário, onde Santos e Demônios são bem vindos: Chuck Shurley, ou melhor, Deus!

Chuck Shurley chegou ao universo de Supernatural na quarta temporada, como um escritor de uma série de livros fantásticos que descrevia fielmente toda a jornada dos irmãos Winchesters chamada – hem hem – Supernatural.

Ao ser confrontado e enfim acreditar que de fato seus livros eram relatos da vida dos irmãos, Chuck nos dá uma pista, ou algo assim, de sua real natureza:

 “De que forma você pode explicar isso? Eu escrevo coisas e elas se tornam reais. Sim, não eu sou definitivamente Deus. Um cruel, Deus cruel e caprichoso. As coisas que eu te fiz passar – as agressões físicas.”

Logo se percebeu que o escritor era muito mais que um simples mortal e foi assim que conhecemos o arco dos Profetas de Supernatural. Chuck seria um mensageiro do Deus sumido e seus livros seriam conhecidos no futuro como “O Evangelho Winchester”.

Chuck caiu logo nas graças de Sam e Dean (e do público também), que embora não gostassem da ideia de terem suas vidas detalhadas nos tais livros, viram no Profeta um amigo e até um aliado na tentativa de evitar o Apocalipse. Suas aparições eram sempre divertidas e renderam alguns dos melhores episódios da série (Especialmente “The Real Ghostbusters”, que é muito fan service, mas muito divertido e que, bem, tem como tema uma convenção de Fãs onde – hem hem – Chuck anuncia seu grande retorno a publicação de sua série de livros).

E enfim, temos o inicio do Apocalipse, um episódio excelente, onde os roteiristas quebraram a quarta parede através de Chuck “escrevendo” o final de um de seus livros, contando a história que culminaria no momento que todos esperavam, o embate entre Michael e Lúcifer.

“Finais são difíceis, qualquer idiota com um teclado pode escrever um começo, mas finais são impossíveis. Você tenta unir todas as pontas soltas, mas nunca consegue, os fãs sempre vão reclamar, e sempre haverá buracos, e como é o final deveria significar alguma coisa, pelo menos é o que eu acho. Eu estou dizendo finais são sempre um saco. Sem duvida, finais são difíceis. Mas afinal, nada acaba realmente não é?

E depois de contar sua história, Chuck, olha em direção ao público, sorri e desaparece, concretizando – ou pelo menos deixando quase uma certeza – que ele era realmente o Deus que todos procuravam.

A comoção gerada entre os fãs da série foi absurda. Chuck tinha de fato ganho muita atenção, porém, a partir dai, mesmo não fazendo mais parte da história, ainda era lembrado e adorado por todo o fandon, que costumava usar a expressão “Oh my Chuck!” ao invés do Oh meu Deus.

Essa devoção dos fãs pelo pseudo Deus de Supernatural foi presenteada com um episódio feito especialmente para eles, o excelente “Fan Fiction”, com o bônus que foi a aparição de Chuck ao final do episódio para prestigiar a diretora do musical que embala o episódio.

Na lore da série ainda se buscava por Deus, afinal, o rumo que Chuck havia tomado na história não era conhecido, Lúcifer estava de volta ao jogo, e depois, um inimigo muito pior, a Escuridão (que depois descobre-se que era sua irmã e contraparte).

E temos então o Primeiro Retorno Triunfal de Chuck, como Deus, consolidando todas as teorias até então criadas (confesso que chorei quando ele apareceu, o episódio foi lindo, com direito a ótimas piadas e também, música). Chuck retorna para se redimir com os Winchesters e todo o mundo, pronto para se sacrificar em prol de suas criações mais preciosas. Os episódios que encerram esse arco – ainda que conte com o sumiço de Deus, novamente – definitivamente foram emocionantes e firmaram imagem de um Chuck benevolente.

Se tem uma coisa que todo fã de Supernatural sabe é que  os roteiristas tem prazer em nos fazer sofrer ou acabar com nossos sonhos felizes e coloridos, e OBVIAMENTE, não poderiam deixar um personagem tão amado ser somente o que ele parecia ser. Mas será que era assim realmente?

Na 14ª temporada, temos o caos causado por Michael e os Winchesters e Castiel estão desesperados buscando por Deus, sem resultado algum. Porém, o filho do capeta, ops, Jack (amorzinho na verdade) resolve o problema do arcanjo, mas se torna um problema ainda maior e poderosíssimo.

É em meio a esse novo caos que – tadã – temos o Segundo Retorno Triunfal de Chuck, nosso Deus e dessa vez alguma coisa não está certa. O motivo de seu retorno é justamente o Nefilim, que se tornou uma bomba relógio e precisa ser destruído e, claro, o caminho dessa destruição são os irmãos. Um deles precisará se sacrificar.

E a partir dai pequenos sinais começam a ser notados por Sam que mostram que Chuck não está sendo sincero, e acabam por descobrir da pior maneira a verdade: Chuck não é o Deus que imaginavam e sim aquele Deus cruel e caprichoso que tece suas teias em tramas bem intrincadas e se diverte com o resultado doloroso e doentio. (Lembra  daquela pista que mencionei?)

Descobre-se ai que Deus é realmente um “escritor” como foi inicialmente apresentado e que escolheu os Winchesters como seu passatempo preferido e sua diversão é criar enredos onde faz com que os irmãos sofram, percam pessoas queridas, e se vejam enredados em diversas situações mirabolantes, para ocasionalmente testar a obediência deles.

Assim que os irmãos percebem o que estava acontecendo e se negam o obedecer as ordem de Chuck, ele revela seus reais pensamentos e planos, e em toda sua ira, como O Deus do velho testamento, vingativo e rancoroso, dá inicio ao Fim do Mundo – ou melhor – dos Mundos (E também ao final da série, que alias, foi uma ótima tirada da produção)

“Tudo bem, é assim que vocês querem?! A história acabou.

Bem-vindos ao Fim!”

Chuck vem cumprindo sua promessa de destruição e ainda conseguindo prender os Winchesters em sua roda de hamster. Com seu jogo de manipulação, acabou por convencer sua irmã, Amara, a Escuridão, a se aliar a ele em seu projeto de reboot cruel universal.

Assim, chegamos aos momentos finais da saga Winchester e descobrimos que Chuck, ou Deus, é o verdadeiro grande vilão dessa história. Para muitos fãs isso foi surpreendente e uma ideia gerada pelo desenvolver da série. Mas seria mesmo? Será que ele sempre foi tão benevolente?

Vejamos: O plano do apocalipse foi criado por Deus. Os anjos cumpriam os planos de Deus. Ele já disse que de todos os mundos, os Winchesters desse eram seus preferidos. Ou seja, brinquedos. Sempre foram brinquedos.

Além disso, os roteiristas foram bastante claros quando introduziram Chuck na historia, quando ele se apresenta como o Deus cruel e caprichoso.

Porém, a primeira pista sobre a natureza de Chuck, o Deus, e a mais clara, foi o nome do episódio em que ele aparece pela primeira vez:

“O Monstro no Final do Livro” ou seria “no final da Série”?

O MAL NUNCA MORRE E O TERROR NUNCA ACABA! LEIAM AS SEXTAS MALDITAS ANTERIORES:

OS NOSSOS VILÕES DA TELEVISÃO!

OS SEIS PIORES SERES DAS TREVAS PARA SE ENCONTRAR NUMA SEXTA-FEIRA 13… (OU QUALQUER OUTRO DIA DO ANO…)

BEM-VINDOS AO MUNDO ADULTO!

DE VOLTA MAIS MALDITA DO QUE NUNCA!

DEPOIS DE DUAS FASES LUNARES A MALDITA VOLTOU

MALDIÇÃO! SEXTA MALDITA !!! – A MALDITA SEXTA MALDITA

A MALDIÇÃO DA MALDITA!

FALTAM DUAS MALDITAS PARA O FIM DO ANO.

AMALDIÇOADOS SACERDOTES DO SANTUÁRIO!!! A “MALDITA” VOLTOU!

A REUNIÃO!

ELA ESTÁ DE VOLTA… COM 13 INDIVÍDUOS QUE VOCÊ NÃO CONVIDARIA PARA SUA CEIA DE NATAL…

COLOQUE SUA MÁSCARA E JUNTE-SE AOS VILÕES!

UM ANO DE SANTUÁRIO! BEM-VINDOS À SEXTA BENDITA!

O RETORNO ESPETACULAR!

ABRA SUAS ASAS, SOLTE SUAS FERAS!

HALLOWEEN: UMA EXPERIÊNCIA INESQUECÍVEL…

VIVA A SOCIEDADE ALTERNATIVA!

PORQUE A MALDADE NUNCA É SUFICIENTE!

COVEN SANTUÁRIO

3 comentários sobre “Sexta Maldita – Retornos (in)desejáveis!

  1. Eu sou incapaz de opinar sobre meu preferido(mentira, sou sim, mas iria parecer favoritismo). Todos me surpreenderam e sempre descubro coisas novas sobre personagens que pensei conhecer profundamente. Essa sexta-feira 13 foi matadora! Será que ela volta um dia? Sim ou claro?

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  2. Uma reunião de personagens bem interessantes e cujas origens eu particularmente pouco sabia, apesar de conhecer a maioria. Excluindo obviamente o que escrevi, pois o acompanhei lá no início de minha incursão no Universo Marvel, ainda na RGE. Fredie e Solomon, famosos mas desconhecia muito do que foi revelado nos textos. Triunvirato e Chuck interessantíssimos e pitorescos. Que venha mais uma Sexta-feira 13 em breve.

    Curtido por 1 pessoa

    1. É muito bom ver que as barreiras entre os consolidados personagens da cultura pop estão se enfraquecendo e temos cada vez mais textos originais e até mesmo personagens criados pelos nossos colaboradores. A chamada com o gato xadrêz feito pelo queridíssimo Pablo Ramos foi arrebatadora! MUITO OBRIGADO a todos os que cederam parte de seu tempo para construir textos tão bem formulados sobre seus personagens! Parafraseando o Capitão Planeta, O SANTUÁRIO É DE VOCÊS!

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