SEXTA MALDITA ESPECIAL: 10 ANOS DE SANTUÁRIO! REVIVA O TERROR!

Os piores dos piores escolhidos pelos melhores entre os melhores! Esta Sexta Maldita especial é uma homenagem e um agradecimento a todos os colaboradores que já doaram seu tempo e seu talento com seus textos criativos e divertidos, elegendo seus malvados favoritos no decorrer desses 10 anos de existência do site! Para esses verdadeiros AMIGOS, deixamos nosso MUITO OBRIGADO… Lembrando que na sexta que vem teremos uma edição INÉDITA da nossa famigerada reunião de criaturas incompreendidas… Mas agora, sem mais delongas… QUE VENHAM OS VILÕES!

Na Sexta Maldita do Santuário, vários amigos e sacerdotes elegem seu vilão ou vilã favoritos e dançam com eles sob a luz do luar.
E você, qual o seu preferido da noite? Quem você escolheria? Deixe nos comentários!

CORINGA

Criado por Bill Finger e Bob Kane

POR PABLO RAMOS

De (SEXTA MALDITA, BEM-VINDOS AO MUNDO ADULTO!)

“…Porque eles herdarão a Terra”

Ah, os vilões… representam tudo o que não queremos ver na vida e ao mesmo tempo são justamente eles que tornam as histórias inesquecíveis.. Chapeuzinho Vermelho, sem o Lobo Mau, teria se perdido na floresta e morrido de frio e fome na pior das hipóteses – história indigna de atravessar os séculos no imaginário das gerações. Os vilões, quando não querem almoçar suas vítimas, como o Lobo Mau ou Hanibal Lecter, buscam a dominação mundial, uma hecatombe nuclear, o fim da humanidade ou fortunas incalculáveis… certo?

Errado.

Ao procurar o maior entre os vilões não é entre sonhos de grandeza e conquista que encontraremos o malvado definitivo; o maior vilão não é aquele que se faz ou tenta se fazer o maior, mas sim justamente o mais despretensioso de todos Quando os humildes herdarem a Terra… o Coringa, o palhaço do crime, estará entre eles.

O Coringa não quer dominar, aniquilar ou enriquecer.  Ele avança em sua loucura, muitas vezes denunciando a insanidade do mundo “saudável”, com o único propósito de levar desordem às vidas obsessivamente organizadas dos pacatos cidadãos de Gotham. Ele não comete maldades para atingir seus objetivos, como os antagonistas pragmáticos espalhados por aí – a maldade para ele é algo mas do que natural, diria um caminho óbvio para sacudir o mundo da mesmice e assim chamar o morcegão taciturno para brincar de polícia e ladrão. O Coringa é mais do que um vilão afinal, ele é uma força da natureza, uma “força que não pode ser detida” como ele mesmo se definiu. Por não tentar ser maior que os outros nem querer ter o mundo aos seus pés, o Coringa é o mais cristão dos vilões – ele só quer levar sua boa-nova, que seria “Ei, de cabeça pra baixo também pode funcionar!”

Quando eu era moleque um jornalzinho das escola entrevistou o professor de Geografia, perguntando o que ele faria se ganhasse todo o dinheiro do mundo. “Queimava”, foi a resposta que causou certo rebuliço entre os pré-adolescentes. Foi justamente o que o Coringa fez, em memorável cena de O Cavaleiro das Trevas – queimou uma montanha de dinheiro porque afinal tudo de que ele precisa é muito barato. Humilde, não?

Mas isso não seria suficiente para fazer dele o maior dos vilões – a cereja do bolo é sua inteligência soberba, que o torna tão indomável e perigoso. Além disso, que outro vilão tenta nos fazer rir a todo instante?

ÚRSULA

Criada por Ron Clements e John Musker para a Disney, baseados na “Bruxa do Mar”, personagem da história original de Hans Christian Andersen.

POR LÉO CEZIMBRA 

De (SEXTA MALDITA: O COVEN SANTUÁRIO!)

“Eu confesso que já fui muito malvada…”

Filha de Poseidon, ela nunca teve uma vida fácil. Ainda pequena foi abandonada por seu próprio irmão, Tritão, para morrer nas mãos de humanos na beira do mar.
Simplesmente por ser diferente do padrão de beleza do seu reino.

Para sua sorte, um humano acolheu a criança Úrsula sem se importar com sua aparência. Talvez tenha sido o único ser vivo que lhe deu amor genuíno: Ele não apenas a adotou como também morreu para proteger sua filha.

É difícil manter a sanidade quando a vida apresenta decepções e rejeições. Úrsula manteve o quanto pode. Depois de conviver com diversas bruxas poderosas, Úrsula se reinventou como uma bruxa, a Bruxa do Mar, e construiu seu plano de vingança!

É como diz o ditado: “Quando um coração está quebrado, não há mais nada para se quebrar”. Ela jamais superaria o fato de seu irmão tê-la deixado para trás.

Úrsula não nasceu má, porém, se transformou possivelmente em uma das mais cruéis, manipuladoras e poderosas bruxas que já existiu.

ANARQUIA

Criado por Alan Grant e Norm Breyfogle

POR PAULO JOUBERT Cine HQ

De (SEXTA MALDITA! VIVA A SOCIEDADE ALTERNATIVA!)

“Anarquistas graças à Deus”

OUSADIA?
GALHARDIA?
REBELDIA?
ANARQUIA

Difícil imaginar que um garoto pudesse desenvolver tecnologia para replicar um tubo de explosão teleportador e viajar à Apokolips literalmente pichar as barbas de Deus (referência à letra de música do grupo Bikini Cavadão, para os mais jovens).
Procurei na Internet informações para escrever sobre este personagem. Achei muitos comentários se referindo a ele como uma cópia barata de V de Vingança. Vejo como bem mais que este pré julgamento limitador.

A busca de informações se justifica pelo personagem ter sido pouco publicado no Brasil. Estreando em uma história do Batman, Lonnie Machin surge como uma resposta aos descaminhos do sistema convencional, atacando popstars do rock drogados e instituições financeiras capitalistas. A princípio, ideais que até encontram uma simpatia inicial por parte do rigoroso morcego de Gotham. No entanto, com métodos nada sutis, pegando como disfarce a máscara conhecida do Cidadão V, armado de um bastão de choque, usado sem cerimônia em seus adversários.

Sendo um jovem de QI brilhante, porém optando por métodos radicais, não demora a ter problemas com a Justiça. Alçado pelos ventos da boa aceitação dos chamados anti heróis, muito em alta nos anos 1990, Anarquia teve mini série e revista solo, esta de curta duração. Alan Grant, seu criador e também adepto ao neo anarquismo, disse em entrevista que não dava para o personagem, embora obtendo boa aceitação, sobretudo em países latinos de democracias frágeis e corrupção galopante, protagonizar uma revista solo. Deu no que deu.

O rapaz começou sua carreira aos doze anos, usando de uma armação para parecer do tamanho de um adulto, forjou a própria morte para poupar os pais de tanta turbulência. Foi obrigado por Batman a deixar Gotham City, sua cidade natal e ganhou o mundo, usou um anel energético, enfrentou o perigoso inimigo do Cavaleiro das Trevas cujo nome significa Cabeça de Demônio. Deve estar agora em alguma geladeira editorial. Espero que seja resgatado por alguma inspirada equipe criativa de HQ. Agora que terá uma versão na série Arrow (Arqueiro, onde Oliver Queen é retratado como Bruce Queen ou Oliver Wayne…).
Vida longa ao Anarquia!

Curiosidades:

1) Suposições diziam que Anarquia seria um próximo Robin.
2) O Estúdio Art & Comics, empresa terceirizada contratada pela Ed. Abril Jovem, no final dos anos 1980, batizou o personagem de Anarquista em sua estreia no Brasil (Batman terceira série 11).
3) A frase “Anarquista, Graças a Deus” foi utilizada na capa desta edição nacional e remete ao título do livro de Zélia Gatai, ANARQUISTAS, GRAÇAS A DEUS, onde a escritora narra a história de sua família, adepta à filosofia.
4) O personagem demonstra uma grande rejeição ao sistema democrático vigente em boa parte das nações contemporâneas, baseado nas ideias do filósofo Rousseau, na qual alerta para o perigo dos riscos da corrupção (os brasileiros que o digam…).


JESSIE 

A personagem foi baseada na ex-namorada de um dos criadores do anime. Para criar a antagonista feminina principal, Takeshi Shudo buscou inspiração na personalidade de uma de suas namoradas do colegial, misturada com a vilã do anime Time Bokan, a Majo.

POKEMON criado por Satoshi Tajiri 

POR LETICIA FIUZA

De (SEXTA MALDITA – DEPOIS DE DUAS FASES LUNARES A MALDITA VOLTOU.)

“Equipe Rocket nas alturas!”

A ruiva de cabelo estranho é parte de um trio, a “Equipe Rocket” – Os Bad bad guys do anime Pokémon – junto com James e o pokémon falante, Meowth.  Longe de serem encarados como bandidos reais, esses três que são o alivio cômico da série e nos rendem boas risadas e episódios memoráveis. Principalmente os que ela, Jessie, é alvo.
Jessie, o cérebro do trio. Ela é quem dá as ordens e toma as decisões – na maioria das vezes erradas e  que sempre dão em nada. Suas ambições são muito dignas, temos de concordar: Ficar rica, ter o que comer no almoço e jantar, e claro, como meta de vida, capturar o Pikachu.

Mas por que ela é assim? Jessie tem passado “trágico”. Abandonada pela mãe (que saiu em busca do lendário Mew) num orfanato tão precário que em alguns dias, a menina precisava comer neve para não morrer de fome, a ruivinha nunca conheceu o que era amor ou amizade. (Ouçam ao fundo da narração, violinos entoando tristes canções…)
Determinada a alcançar seu sonho, se matriculou numa escola técnica, mas não passou nos exames e foi lá que conheceu seu parceiro, James. Juntos, saíram pelo mundo procurando um lugar onde se encaixar, entraram para uma gangue de ciclistas que passavam o tempo andando pedalando e girando correntes… Bem, nunca disse que ela era inteligente, não é?

E entre seus erros, foram parar na Equipe Rocket, onde claro não tiveram mais sorte. Suas táticas são sempre exageradas e infrutíferas e cada dia mais, Jessie se torna uma neurótica.

Seu sonho de infância era ter uma coleção das “Bonecas Princesas Pokémon” e no episódio “Princesa VS Princesa”, ela entra numa disputa contra outra treinadora e conhecemos um pouco mais da vida da menina. Obviamente, ela não ganha o concurso, mas com a ajuda de seus amigos James e Meowth ela consegue superar.
Mas seria ela realmente má? Todos esses erros e traumas tornaram o coração dessa jovem, negro? Em vários episódios ou até em alguns dos filmes, vemos Jessie ajudando a salvar o mundo, ou algum Pokémon com problemas, como quando ela decide libertar seu Arbok para proteger um grupo de Ekans que havia sido capturado por um caçador criminoso.
Minha opinião é que ela é apenas uma garotinha incompreendida com assuntos não resolvidos com sua mãe desaparecida, que sonha em viver uma vida pacifica e bem alimentada, e acima de tudo quer apenas ser amada…  Lógico, tudo isso depois de capturar o Pikachu. Sem trocadilhos indecentes, por favor.


BRUTUS

Criado por E. C. Segar e Ralph Stein

POR LUCAS ASSIS

De (SEXTA MALDITA – DEPOIS DE DUAS FASES LUNARES A MALDITA VOLTOU.)

“Um Brutus que ama, mas nem sempre”. 

Brutus é um sujeito grandalhão, meio gordo e meio musculoso, com uma barba densa e uma voz muito grave. Os brutos também amam e por isso ele e o marinheiro Popeye são adversários pelo amor da donzela Olívia Palito. As crianças (que são hoje nós, adultos nostálgicos) se divertiam horrores quando a porrada comia entre o barbudo Brutus e o tatuado Popeye- este último sempre tinha que apelar pro espinafre para vencer. Ah, um antidoping nesse marinheiro…

Popeye foi criado em 1929 como um personagem de tirinhas em quadrinhos pelo cartunista E. C. Segar.  A primeira aparição de Brutus foi em 1932, nas mesmas tirinhas. Então ele não era um personagem fixo e seu nome era “Bluto the Terrible”. Em 1933, agora como personagem fixo, se tornou o grande inimigo de Popeye nas séries animadas. Seu nome permaneceu como “Bluto” até 1957 e devido a uma confusão com relação a direitos autorais, foi rebatizado “Brutus”. Na série produzida pela Hanna-Barbera a partir de 1978, o nome antigo voltou. Aqui na Terra Brasilis, ele foi quase sempre “Brutus” e ponto final.

Nessa trajetória que envolveu mudanças de nome e estúdios, a aparência e a personalidade do personagem também mudaram. Brutus era originalmente bem fortão, mais para musculoso do que gordo. Ele era um antigo colega da vida de marinheiro de Popeye e amava Olívia Palito – enquanto faço esse texto, sempre que escrevo o nome lembro a voz dela e caio na risada. Quem conseguiria cair nas graças de Olívia era o foco da disputa entre os dois. Após 1957, ele se tornou um grandalhão realmente gordo e um mau-caráter, um vilão típico. Olívia mantém seu status de “donzela em apuros” porque Brutus a sequestra ou faz de refém, não parece haver tanto assim um interesse romântico do barbudo por ela. A partir de 1978, as mudanças são desfeitas.

Os desenhos são muitos engraçados e tudo é uma grande desculpa para no final Popeye tomar o espinafre das maneiras mais criativas possíveis e dar uma sova no Brutus, valentão e bem maior que ele. O simpático e franzino Popeye não toma o soro do super soldado ou é afetado por raios-gama (não vou citar a aranha radioativa… anhnnn droga), mas bacana notar como a “solução espinafre” é basicamente a mesma coisa. A identificação do público com o personagem é fácil, pois não importa quão forte sejamos, sempre haverá momentos em que nos sentimos impotentes e desejamos uma saída rápida. Uma solução que de uma forma instantânea, mágica, permita que o bom seja também o mais forte e a vida seja justa. Na nossa realidade, infelizmente, é muito mais difícil (por vezes impossível) discernir o bem e o mal, e as soluções mágicas podem trazer consequências mais complicadas do que o espinafre. Se originalmente Brutus também amava Olívia porque aquele “baixinho apelão” tinha que ser o herói? Talvez esteja aí a necessidade de enquadrar Brutus no estereótipo vilão-assaltante-de-bancos, sem o amor por Olívia, em um determinado momento. No entanto, acho que essencialmente ele não é somente esse clichê, ele tem uma nuance romântica interessante e engraçada que permite formar aquele triângulo amoroso insólito que já nos rendeu tantas gargalhadas.


GORILA GRODD   

Criado por John Broome e Carmine Infantino

POR VENERÁVEL VICTOR VAUGHAN

De (SEXTA MALDITA V . A MALDIÇÃO DA MALDITA!)

“Não o chamem de macaco!”

Escondida entre as montanhas do Congo e tecnologia holográfica, existe na África a sociedade mais tecnologicamente avançada do mundo, a Cidade Gorila! No século XIX, após a queda de uma nave alienígena, a tripulação acreditando serem os símios a forma de vida dominante do planeta, decidiram acelerar o desenvolvimento do planeta, conferindo aos gorilas daquela região, através de experimentos força superior, tamanho, intelecto – avançado até hoje para os padrões humanos- e em alguns indivíduos, variados dons telepáticos. Assim como seus ancestrais, os gorilas da Cidade Gorila são na sua grande maioria pacíficos, apesar de que podem ser mortais se provocados, esses dois extremos podem ser vistos nos dois mais famosos cidadãos dessa sociedade.

Uma imensa metrópole foi construída em seguida com o passar dos anos, onde os evoluídos gorilas sedimentaram uma utopia baseada na igualdade, justiça e desenvolvimento sustentável, sob a liderança do benevolente soberano, Solovar, totalmente independente e oculta aos olhos humanos até o século XXI…
Mas aí veio Grodd, um cientista gorila de imenso intelecto e atributos psiônicos que rivalizavam aos de Solovar e após o rei símio, em um descuido fora dos domínios da Cidade Gorila ter sido capturado por humanos e enviado aos Estados Unidos, Grodd aproveitando a ausência de seu soberano, tomou o poder. Solovar não vendo outra opção, quebrou o silêncio e procurou a ajuda do Flash, que ajudando o bondoso rei, invadiu a cidade e destronou o maligno cientista. Desde então, Grodd e o velocista escarlate entraram em conflito diversas vezes.

Grodd deseja apenas o controle de sua nação, e não reconhece qualquer outra autoridade além da própria, não se interessando por riquezas humanas ou dominação mundial, pois julga os homens como uma espécie ridiculamente inferior. Como muitos outros pretensos ditadores, ama demasiadamente o som da própria voz e por subestimar em demasia seus oponentes seus mirabolantes estratagemas sempre são fadados ao fracasso.

Grodd após diversas vezes escapar de seu confinamento, por facções de gorilas leais a sua liderança, foi finalmente exilado da avançada cidade e logo se viu convidado a integrar a Sociedade Secreta de Super Vilões sobre a liderança de Lex Luthor, que ao ver os atributos telepáticos do símio – só superados pelo marciano Caçador de Marte – e seu intelecto científico sem precedentes, viu ali um poderoso aliado em sua campanha para desacreditar os heróis da Liga da Justiça. Prometendo a Grodd, para manter essa aliança delicada, que usaria após a derrota dos justiceiros, todos os recursos de sua “sociedade de vilões” como um exército particular à sua disposição para destronar Solovar e tomar novamente a Cidade Gorila. Promessa essa que ambos sabem que não será cumprida, fazendo com que Grodd por diversas vezes trame contra Luthor e mantenha sua própria agenda no grande esquema das coisas.

Não acredite que Grood seja apenas um nerd gorila, pois na guerra, é implacável e feroz, por diversas vezes perdendo o controle de suas poderosas faculdades mentais e deixando a criatura bestial dominar o estrategista, demonstrando algumas vezes o gosto por sangue, algo totalmente aberrante para sua espécie. Por ser um símio convivendo em uma sociedade predominantemente humana, Grodd é por diversas vezes subestimado pelos mesmos seres que também menospreza, como apenas uma fera que fala. Por mais que se sintam superiores, ambas as raças por diversas vezes esquecem que evoluíram de um mesmo princípio e desconhecem que as diferenças e semelhanças vão muito mais além que um polegar opositor ou a capacidade de serem monstruosamente preconceituosos.

Em um interessante episódio de suas maquinações, o gorila que detesta ser chamado de “macaco”, pois reconhece o quanto os humanos o subestimam, desenvolveu uma “bomba gorila” com o intuito de transformar o planeta inteiro em uma sociedade totalmente igualitária e suscetível à sua liderança, não precisando mais se contentar apenas com um pequeno pedaço de terra no continente africano. Infelizmente mais uma vez por sua demasiada vaidade – defeito muito comum entre os gênios do mal – não obteve êxito, apesar de seus esforços.

BRUXA BARATUXA  

Criada por Roberto Gómez Bolaños

POR RODRIGO BROILO

De (MALDIÇÃO! SEXTA MALDITA !!! – A MALDITA SEXTA MALDITA)

“Parangaricutirimirruaro”

Ela é uma bruxa como as clássicas, que sempre nos mostraram em filmes e desenhos animados: feia, nariguda, vestindo preto e um chapéu cônico pontudo e grande, com uma vozinha estridente e uma risadinha icônica, o “yaaaa há há há há”. Muito diferente das bruxas da modernidade, como a colega Maga Patalógika, ou a Bruxa Viviane da Turma da Mônica, ou Hermione Granger, ou certas meninas que frequentam esse Santuário, que são bonitas, modernas e sedutoras.

Mas Baratuxa tem uma grande virtude: é uma mãe dedicada. Sempre sonhou que seu filho ogro e burro se casasse com uma “camponesa simples de nobre coração que vai todos os dias ao bosque recolher lenha”. E quando seu filho finalmente se apaixona por uma, ela vai averiguar e avisa (isso mesmo, só avisa… má não é?) que ela, a “camponesa simples de nobre coração que vai todos os dias ao bosque recolher lenha”, deverá se casar com o filho da bruxa. Como essa se nega a tão grande honraria, Baratuxa ameaça transformá-la em Juiz de futebol! Que horror!

E esse é um dos poderes da Bruxa Baratuxa: ela pode transformar pessoas em sapos, minhocas ou árvores. Dizem até que entorta colheres!! Basta usar sua varinha mágica e proferir corretamente o encanto desejado e a palavra cabalística, que por sinal é deveras simples: “PARANGARICUTIRIMÍRRUARO” (“Parangaricutirimícuaro” no original, nome que faz referência à cidade mexicana de Nuevo San Juan Parangaricutiro).

Baratuxa ainda possui uma vassoura mágica e se desconcerta com a nobreza de Chapolin Colorado (algo de que sempre abusam nele). Bruxa Baratuxa apareceu em um episódio do seriado Chapolin Colorado, chamado “La Bruja del Bosque”, e foi interpretada por Maria Antonieta de Las Nieves.

AHHHHHH! TRAIÇÃOOOOOO!

SOLOMON GRUNDY

Criado por Alfred Bester e Paul Reinman

POR HENRY GARRIT (Universo Sincronia)

De (SEXTA MALDITA – RETORNOS (IN)DESEJÁVEIS!)

“Solomon Grundy nasceu numa segunda-feira”

Quem é Cyrus Gold?

Venham comigo e conheçam sua lenda!

Tal quais muitos personagens místicos do Universo DC, como o Monstro do Pântano e o Vingador Fantasma, a sua origem é controversa e possui algumas versões, o que é potencializado pelo fato de que ele mesmo guarda poucas lembranças de suas vidas anteriores, fora que muitas coisas serão diferentes dependendo de qual ponto do multiverso tiver sido alterado pela Crise nas Infinitas Terras e seus derivados. Mas alguns pilares se estabeleceram sobre sua história. Cientes disso, vamos em frente.
A história de Cyrus começou quando seu pai se mudou para Gotham em busca de fortuna. No entanto a realidade lhe caiu  como um tijolo no rosto, e tudo o que conseguiu foi um trabalho mal remunerado nas docas, com condições precárias e total desrespeito por parte de seus empregadores.
O pai de Cyrus era um homem violento e frustrado, e descontava toda essa raiva agredindo a ele e sua mãe. Uma das piores torturas impostas por ele era enterrá-lo vivo em todos os seus aniversários com o intuito de ensiná-lo algum tipo de lição doentia e sem sentido sobre a vida. Como forma de amenizar (provavelmente a própria culpa e inércia), sua mãe costumava lhe recitar antigos versos como uma espécie de cantiga, enquanto lidava ela mesma com a própria dor.

“Solomon Grundy,
Nasceu numa segunda.
Batizou-se numa terça.
Casou-se numa quarta.
Adoeceu numa quinta.
Piorou numa sexta.
Morreu num sábado.
Enterrou-se no domingo.
E este foi o fim de Solomon Grundy.”

(Cabe salientar que essa palavra deriva de um prato da cultura criolla (descendentes de europeus, geralmente franceses nascidos na América) o “Salmagundi” o qual recebeu o apelido de “Solomon Grundy”. A autoria dos versos é desconhecida mas eles eram bem populares em meados do Século XVII nos EUA).
Cansada dos maus-tratos, sua mãe decidiu fugir daquela relação abusiva, abandonando Cyrus. Desconcertado, ele buscou por seu pai nas docas, onde presenciou o acidente que o matou: Um dos contêineres se desprendeu, caindo sobre o homem. Após testemunhar essa tragédia, o jovem Cyrus se viu completamente sozinho. Passando a viver nas ruas virando-se como podia, passou a ser alvo de outros rapazes que o perseguiam e o espancavam. Certa vez ele foi deixado à beira da morte, sendo salvo pelos cuidados de uma moça chamada Pearl.

Cyrus e Pearl planejaram fugir juntos, mas um homem misterioso o procurou, prometendo-lhe todo o sucesso que fosse possível e também vingança contra os que lhe prejudicaram, desde que ele lhe jurasse lealdade até o fim dos dias. Pearl não concordou com isso, mas Cyrus fora seduzido pelas promessas do homem, e selou o pacto, deixando que ela saísse de sua vida.

Nos anos que se seguiram, Cyrus viu que o homem não estava mentindo, e ele se tornou um criminoso poderoso, influente e cruel, e como não poderia deixar de ser, procurou todos que lhe fizeram mal, vingando-se deles das formas mais violentas possíveis. Ele usou sua influência para encontrar sua mãe, mas num ato de descontrole, acabou matando-a, vendo-se como um monstro pior do que seu pai fora.

Sem demonstrar nenhum remorso, ele passou a ocultar os corpos de suas vítimas no Pântano da Chacina. Numa dessas incursões, foi encurralado por um homem que buscava vingança pela morte de sua família. Vendo-se incapaz de impedir que o homem acabasse com ele, Cyrus decidiu tirar a própria vida, porém esse ato quebrou o pacto que fizera com o homem misterioso e por causa disso, seu corpo já amaldiçoado caiu no pântano.

Cinquenta anos depois, Cyrus se reergueu, retornando dos mortos, tendo passado por uma transformação sinistra e com o raciocínio arruinado, apenas mantinha um ódio tremendo e uma incontrolável sede de sangue e vingança pulsando dentro de si enquanto balbuciava palavras aleatórias aprendidas em sua vida pregressa…

“Solomon Grundy nasceu numa segunda-feira”

Desde então a criatura pereceu e ressurgiu diversas vezes, tendo enfrentado o Lanterna Verde Alan Scott, a Sociedade da Justiça e mesmo o Batman e a Liga da Justiça tempos depois. A cada nova morte e ressurreição, ele parece voltar com alguma característica diferente, as vezes sutil e em outras mais acentuada, tendo inclusive já tendo retornado dotado de grande inteligência. Porém um novo ciclo de morte fez com que ele regressasse mais uma vez desprovido de raciocínio lógico. Em algumas encarnações, ele demonstrou empatia pela heroína Jade (filha de Alan Scott), tornando-se amigável na presença dela, talvez pelo fato dela lembrá-lo de Pearl. Na maioria das encarnações, no entanto, ele apenas retorna como uma máquina de matar incontrolável .

A maldição de Cyrus Gold, seu inferno pessoal, é um ciclo interminável de morte, ressureição, sangue, dor e vingança.

“…E este foi o fim de Solomon Grundy”.

Por ora.

LUCIFER MORNINGSTAR 

Criado por Neil Gaiman, Sam Kieth, Mike Dringenberg

POR RODRIGO CRUZ

De (SEXTA MALDITA, DE VOLTA MAIS MALDITA DO QUE NUNCA!)

“O Incompreendido”

É engraçado pensar que os chamados vilões nos conquistam tanto quanto os chamados heróis. Confesso que fiquei muito indeciso para escolher meu vilão para a Sexta Maldita, mas por fim resolvi extrapolar um pouco e acolher uma figura um tanto polêmica. Seu nome já é motivo para deixar muitos arrepiados. Mas independente de sua fama judaico-cristã, vou procurar abordar a adorável visão Vertigo do personagem. Não como um monstro irracional e sedento por sangue e almas, mas um artista incompreendido e talvez um pouco frustrado!! Lembro-me bem que o personagem apesar de ser o rei da lábia, pai da mentira e senhor da astucia, se cansou de reinar no inferno e resolveu trocar tudo e abrir um modesto bar em Los Angeles chamado Lux.

Na série Sandman, Lúcifer governou como senhor do inferno por dez bilhões de anos, depois de se rebelar três segundos após a Criação!!! No entanto, em algum momento durante seu governo, ele tornou-se entediado com sua existência e cansado dos estereótipos que os mortais possuíam do diabo, como a ideia de que ele forçou mortais para cometer atos malignos. Já cansado de seu reinado sobre o Inferno, e sentindo que era injusta a punição de que ele deveria ter que governar lá para sempre, simplesmente porque ele “uma vez” se rebelou ele executa um plano: Na história  “Sandman Estação das Brumas” , Lúcifer expulsa todos os demônios e almas condenadas e antes de bloquear as portas de seu reino,  entrega a chave  do Inferno para o Sonho dos perpétuos , o personagem título da série. Eventualmente, o controle do Inferno foi entregue a dois Anjos, Duma e Remiel , enquanto Lúcifer simplesmente retirou-se para a Terra, inicialmente para Perth, Austrália Ocidental  e mais tarde para Los Angeles, Califórnia. Morningstar é retratado como um homem sofisticado e charmoso, de acordo com o estereótipo “gentleman”.

A sua aposentadoria é  perturbada por uma série de associados de seu passado, e o nosso querido personagem  passa por muitas outras aventuras para recuperar seus antigos pertences.

Pensando um pouco, não posso colocá-lo como um vilão seria muito simples. Talvez tenha faltado no final, megalomania para ele, prefiro vê-lo como um artista incompreendido. O tema da série Lúcifer gira em torno do problema do livre-arbítrio. Lúcifer é um nietzschiano figura que representa a vontade e a força de vontade individual, que desafia a “tirania da predestinação”. Enquanto nos olhos do céu isso é uma blasfêmia, para Lúcifer a rebelião e como consequência a condenação foram pré-planejadas por seu Criador. Lúcifer foi ao seu entender a maior vítima do maior vilão da criação e rejeita o governo de um Deus tirânico e injusto.


FRAJOLA 

Criado por Friz Freleng e Chuck Jones

POR WEBER CARVALHO

De (SEXTA MALDITA – DEPOIS DE DUAS FASES LUNARES A MALDITA VOLTOU.)

“Eu acho que vi um gatinho…”

QUEM NUNCA BRINCOU MALICIOSAMENTE COM ESSA FRASE? AH FALA SÉRIO! MUITOS DE NÓS ASSISTÍAMOS AOS DESENHOS DA DUPLA FRAJOLA E PIU-PIU TORCENDO PRO GATO MALVADO PEGAR O PASSARINHO CHATO!

Entre tantos anti-heróis dos desenhos animados o Frajola se destacava pelo nobre motivo de perseguir suas vítimas. Não era só por maldade. Ele é um gato que tem suas necessidades alimentícias e apenas quer cumprir seu papel na cadeia alimentar. Portanto, persegue o passarinho Piu-Piu e o ratinho mexicano Ligeirinho apenas para se sustentar. Atitude justa!

Honestamente ele é um felino bitolado: só têm um objetivo na vida: capturar e engolir. Quase um caso clínico de obsessão compulsiva, eu sei. O bendito sempre se dá mal. O que garantiu a diversão de várias gerações que os acompanharam na TV. Mas é claro que ele não tem a necessidade de comê-los, é apenas birra, uma atitude bem infantil. Até porque sua dona é a Vovó e o deve tratar muito bem visto a barriguinha de lobó que o acompanha desde 1945 (Uau)!

O Frajola não é preguiçoso como o Garfield. Nem very crazy como o Félix. Nem criativo como o Tom. Muito menos bonzinho como o Eek. Ele é egoísta, mentiroso, pirracento, infantil… e principalmente perseverante! É… Ele tem muitos defeitos que amamos nos vilões! Por isso até hoje é garantia de diversão pra garotada! Um ícone de várias infâncias felizes!

HOMEM-PIPA

Criado por Bill Finger e Dick Sprang

POR GUSTAVO SLEMAN

De (SEXTA MALDITA! ELA ESTÁ DE VOLTA… COM 13 INDIVÍDUOS QUE VOCÊ NÃO CONVIDARIA PARA SUA CEIA DE NATAL…)

“Pipa Avoada”

Dezembro chegou. Pelo comercial da Leader Magazine você já nota que é Natal. As férias chegaram e com elas o tempo de pipa. Pipa, papagaio, pandorga ou raia, não importa como é conhecida em sua região, mas tenha certeza que você verá muitas cobrindo o céu. Mas cuidado, volta e meia elas acompanham um antigo perigo.  Além dos temidos ceróis, ‘linhas chilenas’ e fios elétricos, Charles ‘Chuck’ Brown paira entre as nuvens querendo te cortar. Mas espere aí, você realmente conhece Charles? Quem diabos é este cara que sempre fez Batman tirar a bunda do batsofá? Talvez vocês já o tenham visto na ótima série animada Batman: Os Bravos e Destemidos sendo envolvido na origem do Homem-Borracha, mas por acaso algum de vocês sabem o seu atual paradeiro? Ou melhor, sabem quem ele é? Pois bem, apresento-lhes o Homem-Pipa!

Criador por Bill Finger e Dick Sprang, Charles apareceu pela primeira vez em Batman #133, publicada em Agosto de 1960. O homem que se tornaria Homem-Pipa começou sua vida como jovem menino fascinado por pipas, não muito diferente de vários brasileiros, entretanto, seu fascínio era tanto que elas  a influenciaram a criar um futuro alter-ego . Charles enfrentou Batman e Robin pela primeira vez ajudava diversos criminosos a escapar da prisão usando seus apetrechos tecnológicos. Entretanto,  o feitiço virou contra o feiticeiro, já que o Cavaleiro das Trevas utilizou um de suas próprias pipas para derrotá-lo. Depois disso, ele enfrentou o mesmo Homem-Morcego diversas vezes, sendo sempre derrotado pelo mesmo truque. Pobre Homem-Pipa…

Depois de tantas batalhas contra a Dupla Dinâmica, Brown decidiu arriscar voos mais altos ao tentar roubar o Golden Eagle, um inestimável tesouro , apenas para ser confrontado por Zatanna, Gavião Negro e Mulher Gavião. Que facilidade não? Ele foi derrotado ao ser forçado a pousar em uma árvore. Seguindo essa nova derrota, Homem-Pipa nunca mais foi visto até aparecer como residente no país da Zandia, um paraíso para os vilões do Universo DC. Lá, ele até se tornou parte de um time esportivo, além de, é claro, lutar contra as forças super-heróicas que tentaram invadir o país.

Durante a Crise Infinita , Brown foi vítima da iniciativa da DC na época: acabar com personagens pouco utilizados, obscuros e/ou inúteis. O vilão foi jogado do alto da Torre Wayne pelo Exterminador sem o seu planador-pipa após recusar em participar da Sociedade Secreta de Super Vilões. Milagrosamente,  Homem-Pipa sobreviveu à queda , sendo capturado ao lado do Sewer King, Squid e Mirage pela Intergangue, que no rastro de consequências deixada pela Crise Infinita estava tentando assumir as organizações criminosas de Gotham. Sua relutância em trabalhar em equipe novamente lhe custou caro. Após recusar a oferta de Bruno Mannheim, o Homem-Pipa foi rapidamente morto e então devorado por Bruno. Um fim mais triste do que ser cortado na mão ou aparado pela rabiola, para um garoto que apenas era apaixonado por pipas.


MAGNETO

Criado por Stan lee e Jack Kirby

POR CKREED KLEBER   O Baile dos Enxutos

De (SEXTA MALDITA – AMALDIÇOADOS SACERDOTES DO SANTUÁRIO!!! A “MALDITA” VOLTOU!)

“Orgulho e Preconceito”

Enquanto isso, no Xou de AuXiwitz, o programa de maior audiência nas manhãs da Polônia em 1945:

– Boooom diaaaaaaa! Vou propor um game a vocês, baixinhos! Quem vencer leva todos os pertences de quem perder! É simples, quem quer brincar, levanta a mão! Aham, Cláudia, senta lá! Você não pode, pois é normal, perfeita. Vou escolher o Erik que é diferente de nós, pois somos melhores, somos superiores. Agora, vamos todos matar os pais dele!? Não é divertido? Essa brincadeira pode melhorar: Matem também todos que ele conhece e são uma escória genética igual a ele! Para fechar o jogo, com chave de ouro, vamos matá-lo, pois o mundo será um lugar melhor se todos da raça dele sumirem da face da Terra… Ei, baixinho! Volte aqui! Não sabe brincar?! Seu moleque levado! Se você fosse alfabetizado em inglês, não faria isso! Espere! Como você consegue mover minha nave desse jeito sem tocar nela!? Erik, você matou todas as minhas ajudantes de palco loiras e  lindas! Que tipo de monstro é você, Erik?! Nãããoooooooo…

– Erik é o caralho! Meu nome é Magneto, porra!

Magneto tomou o controle remoto de sua vida, desligou a teve e foi ler um livro numa vila do leste europeu junto de seu amor, Magda, com quem teve uma filha. Mas como finais felizes são monótonos, sua casa é incendiada e ele vê sua criança ser queimada viva, ao vivo e em HD 3D! Então, Erik usa seus efeitos digitais mutantes, manda pro paredão e elimina todos os responsáveis por isso. Sua esposa, horrorizada, foge grávida de gêmeos e, desde então, Magneto é perseguido por ter cometido o maior crime que existe: O de ter nascido diferente da maioria das pessoas! E, como tudo que é diferente causa estranheza, rejeição, não dá audiência, ironicamente Magneto copia a fórmula de sucesso que é atacar antes que o ataquem e destruam os seus iguais, quem ele ama. Fim.


ESTRELA NEGRA

Criada por Marv Wolfman e George Pérez

POR TARCÍSIO AQUINO  Torre Titã 

De (SEXTA MALDITA – AMALDIÇOADOS SACERDOTES DO SANTUÁRIO!!! A “MALDITA” VOLTOU!)

“Irmãs” 

Sou Komand’r de Tamaran – a verdadeira herdeira daquele mundo já perecido. Tudo me foi negado desde o nascimento, desde animais de estimações à própria vontade de X’Hal de não abençoar-me com a habilidade de voar. Tento evitar recordações, mas é inevitável não me lembrar das noites chorando e contemplando as estrelas. “Ainda irei estar entre elas…”, eu pensava. Meu mundo era um verdadeiro paraíso: Uma natureza incrível e singular associada à grande ciência avançada. Nunca procuramos a guerra, mas ela veio em consequência da fraqueza de meus pais em governar Tamaran.

Quando minha irmã nasceu, a capital se regozijou em festa! Ela era tão lindinha! Os cabelos dourados como seu próprio corpo. Nunca imaginei que minha irmã caçula pudesse exponenciar a rejeição que todos passaram a ter sobre mim. Ela sempre me culpava por tudo! Chorava toda vez que seu Dror (os animais de estimações em nosso mundo) desaparecia. O divisor de águas em nossa relação se deu quando tentei reanimar K’ruir, seu dror. Todos acreditaram que tentei envenená-lo. Na verdade, estava tentando reanimá-lo. Se eu fosse contar tudo que me aconteceu…

Entretanto, não guardo mágoas. Continuei tentando mostrar a meu povo, principalmente à minha irmã, que jamais deveríamos ser humilhados.
Assim, não posso deixar de comentar que tudo que fiz por Koryand’r foi fortalecer seu espírito. No momento em que fomos treinadas em Okaara, consegui me aproximar de determinados concorrentes e lhes propus que intensificassem a “marcação” na douradinha. Tudo era para lhe proporcionar o espírito competitivo, para alcançar a vitória. Afinal, eu adoraria que ela me acompanhasse quando Tamaran fosse o centro de Vega sob meu comando. Resumindo, queria torná-la minha guerreira! Sempre admirei o lado forte de minha irmã. Tudo isso foi conquistado com um árduo trabalho. Consegui que ela passasse anos como escrava, para que nunca mais pudesse se sujeitar a tal humilhação. E o que ela fez? Me ignorar, me condenar…

Com o tempo, decidi que seguiria meu caminho sem meus pais e até mesmo sem meu irmão, R’yander. Desbravei as estrelas como sempre sonhei e, por momentos, algumas pessoas de minha história aprovaram meus feitos. Se tivessem me ouvido antes, Tamaran poderia ser o planeta mais poderoso do universo. Nunca desejei mal a ninguém, apenas tentei fazer o certo da forma que sempre achei ser a melhor. Enquanto eu me preocupava com a segurança de Tamaran, minha irmã brincava de casinha em um planeta chamado Terra. Cheguei a tentar fazê-la perceber que os humanos são fracos, mas tudo em vão.

Demorou para que ela percebesse que seu lugar era a meu lado, como recentemente, lutando ao lado da L.E.G.I.A.O. e me tornando a rainha deles. Finalmente senti que poderíamos ser as irmãs que sempre sonhei que fôssemos: Guerreiras unidas em prol de nosso povo! Mas agora estou inerte, em meus pensamentos, devido a uma suposta distorção tempo-espacial. Imagino que minha querida irmã também tenha tal percepção. Todavia, não permitirei que minha história de luta e dedicação seja esquecida, afinal, tenho as estrelas como minhas amigas, as mesmas que eu contemplava quando criança.


DUENDE VERDE 2 (HARRY OSBORN)

Criado por Stan Lee e Steve Ditko

POR LEXY SOARES  A Cabeça de Lexy Soares

De (SEXTA MALDITA – COLOQUE SUA MÁSCARA E JUNTE-SE AOS VILÕES!)

“Tal pai…”

Na minha adolescência, li mais hq’s com Harry como Duende do que seu pai. Talvez por ser amigo de Peter Parker, talvez por sua motivação parecer rasa.
Ele odiava o Aranha por culpá-lo pelo enlouquecimento e consequente morte do pai. E ao se tornar o novo Duende Verde, ficou louco. E suas ações contra o Aranha eram baseadas na insanidade e desespero. As recaídas dele eram, na maioria das vezes, causadas por amnésia, quando ele esquecia que havia sido o vilão. Mas voltava a ser o Duende quando lembrava que Peter era o Aranha.

Por isso, parece que poucos fãs realmente gostavam dele como Duende.

Mas, deixando isso de lado, ele acabou sendo um vilão fácil de compreender, afinal, isso dava mais humanidade ao Harry. Era difícil ler uma HQ com ele torcendo para que Peter o prendesse, ou que o autor o matasse. Afinal, sabemos que ele é (ou era) o melhor amigo de Peter Parker. Cresceram juntos. E muitos leitores acompanharam esse crescimento.
Achei uma pena quando li a história em que ele morria, nos anos 90. Ficava esperando que ele retornasse em alguma futura edição. Acho que até agora, isso n ao aconteceu. Norman Osborn voltou, e se tornou um Duende mais “vilanesco” que agradou os fãs.

Mas eu gostava de todo o drama envolvendo o Harry.


O ASSASSINO AMARELO

Criado por Frank Miller

POR GUY SANTOS

De (SEXTA MALDITA – AMALDIÇOADOS SACERDOTES DO SANTUÁRIO!!! A “MALDITA” VOLTOU!)

“A Cor do Medo”

Ele gosta de ouvi-las gritar quando está abusando delas, é isso que lhe dá prazer, vê-las sofrer. Roark é um molestador doentio, protegido de seu papaizinho senador. Roark é um ser cruel, prestes a fazer mais uma vitima Nancy Callahan, mas é interrompido pelo policial, á beira da aposentadoria, John Hartigan, que não se contem em atirar contra o louco molestador, ele lhe tira suas “duas armas”.

Mas Roark é filho de um senador corruto e o mundo é movido por mentiras. Hartigan é preso no lugar do verdadeiro vilão, que por sua vez, tem seu corpo restaurado e se torna um monstro amarelo, com uma aparência terrível e um cheiro insuportável, mas com um gosto de vingança.
Anos depois Hartigan é libertado e vai atrás de Nancy, que cresceu e ganhou curvas. Mas ele é perseguido pelo “Assassino Amarelo”. Roark consegue o que quer, Nancy, e deixa John para morrer pendurado em uma forca. No entanto o ex-policial não morreria assim tão fácil e após escapar corre atrás do assassino, para salvar Nancy, Hartigan lhe tira suas “duas armas”.

O Assassino Amarelo vai contra tudo aquilo que é o certo. Ele é perverso, violento, assassino, corrupto, molestador e vingativo. Isso resulta em sua aparência horrível.


GARRA CINZENTA

Criado por Francisco Armond e Renato Silva

POR FERNANDO REBOUÇAS  (@oiarte) 

De (SEXTA MALDITA – AMALDIÇOADOS SACERDOTES DO SANTUÁRIO!!! A “MALDITA” VOLTOU!)

“Patrimômio”

O Garra Cinzenta nasceu vilão, personagem das HQ’s brasileiras, criado no início do século XX, apesar de ser vilão, foi um dos primeiros personagens adultos criados na iniciante indústria dos super-heróis e, apesar de ser vilão, tornou-se um vilão herói da História das Histórias em Quadrinhos no Brasil e exterior.

E POR LANCELLOT MARTINS – HQ Quadrinhos

Personagem do quadrinho brasileiro ambientado na década de 30 e publicado em 1937 em um suplemento do jornal Gazeta de São Paulo denominado A GAZETINHA… Foi uma criação de Francisco Armond e Renato Silva. O personagem usa uma máscara típica da década bem a caráter com uma capa e smoking pretos… Era um gênio que utilizava equipamentos científicos para experimentos bem sucedidos, como por exemplo, reviver mortos, transplantar cérebros, criar autômatos, circuito interno de televisão enfim, toda uma miscelânea própria dos pulps americanos… Nesta sexta-feira 13, nada mais justo do que tributar a um dos primeiros e mais sinistros personagens do nosso quadrinho – A GARRA CINZENTA!!!


DR. GORI

Criado por Tomio Sagisu

POR INOMINÁVEL SER

De (SEXTA MALDITA: O RETORNO ESPETACULAR!)

“Futurismo”

Inomináveis Saudações a todos vós, Mestres e Servos do Santuário!

Eu tinha cinco anos de idade quando me deparei com Spectreman (Superkutoruman em japonês) na Rede Record, no ano de 1981. Exibido no Japão de 2 de janeiro de 1971 a 25 de março de 1972 pela TV Fuji, contabilizou 63 episódios que, por mais repetidos que fossem, encantavam da mesma maneira como se estivessem sendo exibidos pela primeira vez . Até o ano de 1982, a série manteve-se na Record e, em 1983 passou a ser exibida na TVS (atualmente, SBT), onde ficou até 1990 alcançando um grande sucesso nos programas do Bozo, TV Poww! e Show Maravilha. A história criada por Tomio Sagisu que contava a luta de Spectreman (Koji Uenishi), um androide que assumia a forma humana de Kenji (Tetsuo Narikawa), contra o Dr. Gori (Takanobu Tohya) e Karas (interpretado pelo mesmo Koji Uenishi, que era dublê), incrementada pela temática ecológica expressiva e sensibilizante, configura a base de um dos mais interessantes enredos entre os Tokusatsus que foram exibidos aqui no Brasil. Unindo Ficção Científica, Drama, Comédia, Aventura e Ação em uma narrativa psicodelicamente hipnotizante, foi um grande sucesso em seu país de origem e aqui no Brasil. E o memorável Dr. Gori é o vilão que se destaca entre todos os vilões das produções live-action japonesas por apresentar uma dignidade, sinceridade e nobreza que comumente não são vistas em seres considerados vilanescos.
Por ser o mutante mais desenvolvido em intelecto de seu planeta, Épsilon, situado na Constelação de Sagitário, Gori foi escolhido pelos demais habitantes daquele para ser-lhes o líder. De índole pacifista e bons ideais, avançadíssimos tecnologicamente, não concordavam em utilizar seus recursos de modo tirânico contra outros planetas, ideia esta que para Gori era plausível devido ao caráter evolutivo de sua Raça. Já que a civilização de Épsilon alcançou um altíssimo grau de Cultura, Ciência e Conhecimento que sobrepujou a de todos demais planetas do Universo, porque não conquistá-los? Determinado a levar a cabo tal ideia expansionista que lhe tomou a mente por inteiro, ele desejou construir poderosíssimas armas de destruição em massa para tomar o controle total planetário e iniciar o tão sonhado plano de conquista universal. Mas, os planos dele foram descobertos e seu aprisionamento foi imediato; como pacifistas, seus conterrâneos planetários não admitiam a pena de morte e, então, decidiram-se por fazer nele uma lavagem cerebral a fim de que todos os elementos antagônicos aos ideais pacifistas de Épsilon fossem apagados de sua mente. Gori seria reprogramado personalisticamente, a fim de tornar-se o que comumente se denomina “um bom, conformado e obediente membro da sociedade”, não fosse a intervenção de Karas, que era oficial do exército planetário, ajudando-o a fugir da prisão e do planeta em uma nave. Após esta ser atingida pelos efeitos de uma tempestade eletromagnética, eles acidentalmente chegam à Terra, onde Gori encanta-se profundamente com a natureza de toda a esfera e percebe o quanto os seres humanos estão degradando-a através de crimes cometidos direta e indiretamente contra o meio ambiente. Decidido a conquistar a Terra para o seu próprio deleite e ensejo em ter um paraíso todo particular, ele passa a criar monstros gigantescos utilizando como matéria-prima genética o próprio lixo gerado pela Humanidade.

Sabemos que, com a idade, o senso crítico e um maior acervo de conhecimentos fornecem à nossa mente uma capacidade mais racional de análise do que quando possuímos apenas cinco anos de idade. Hoje, sem dúvida nenhuma, posso afirmar que o Dr. Gori foi o maior vilão da minha infância, o que mais me marcou e afetou o meu modo de pensar sobre o que é realmente certo ou errado. Por muito de egocentrismo, vaidade, arrogância e megalomania que o personagem apresente no decorrer da série, ele nos legou uma importantíssima mensagem sobre a nossa própria culpa na degradação ambiental terrestre. Seus discursos a favor da beleza natural de nosso planeta são incomuns nos lábios dos que são classificados como adeptos da vilania conforme os padrões estabelecidos pela Ficção e por nós mesmos, tão geradores e fomentadores de morais e éticas diversificadas. Esse fator nele, que quase é amor pelo ecossistema terrestre (para falar a verdade, é um mero capricho megalomaníaco), o torna menos vilanesco, um arauto de um tipo de extremismo ecológico advindo de outro planeta? Não, pois, claramente ele cogita descartar a Humanidade e ter a Terra somente para ele, não demonstrando nenhum respeito pela vida humana ou pelo que a civilização contemporânea vista na série construíra de bom para o mundo. Gori apenas via todo ser humano como um criminoso a abusar incessantemente dos recursos naturais planetários, poluindo, desmatando e descaracterizando tudo que deveria ser-lhe essencialmente sagrado. Ao utilizar os próprios detritos das cidades para a moldura bioestrutural dos Kaijus da série, ao mesmo tempo ele punia a Raça Humana pelos crimes ambientais descaradamente cometidos por ela e demonstrava que foi necessário um nativo de outro planeta chegar à Terra para defender, mesmo de um modo grotescamente distorcido, a mesma de seus próprios habitantes.
É muito paradoxal a luta que ele travou contra Spectreman, o qual conscientemente reconhece o papel destruidor da natureza humana em relação à natureza da esfera planetária que defendia e era obrigado a defender todo ser humano potencialmente carrasco do próprio planeta das intenções daquele. Dignamente, Gori demonstrou mais consideração pelo Planeta Terra do que muitos seres humanos dentro e fora do plano de imanência da realidade ficcional. Tão digna quanto a sua trajetória como um dos mais simbólicos vilões da História em séries televisivas, foi a sua morte no último capítulo de Spectreman. Infelizmente, por outro lado, sua mensagem à humana sociedade atual, acima mencionada, ainda não foi muito bem compreendida pelos que estão fora do mundo ficcional: todos nós.

Saudações Inomináveis a todos vós, Mestres e Servos do Santuário!

KRISS DE VALNOR

Criada por Jean van Hamme

POR NUNO AMADO

De (SEXTA MALDITA! ELA ESTÁ DE VOLTA… COM 13 INDIVÍDUOS QUE VOCÊ NÃO CONVIDARIA PARA SUA CEIA DE NATAL…)

“No amor e na Guerra”

Eu sou Kriss de Valnor, sou danada, apaixonada e cruel.
Tenho três paixões, poder, riqueza, e Thorgal!
Thorgal… sempre de volta daquela princesa viking pamonha, e loura.

Eu sou Kriss de Valnor!
Guerreira, linda, e apaixonada…
Conheci Thorgal num torneio de arqueiros… A partir daí as nossas vidas cruzaram-se, entrelaçaram-se sempre numa relação de amor e ódio. Libertei o filho das estrelas, traí o filho das estrelas… Tive um filho do filho das estrelas…
Incha cadela loura!
Bem… o facto é que ele estava amnésico nessa altura!
Depois de o conhecer no torneio precisei dele várias vezes. Guerreiro exímio, e com os Deuses do lado deles! E bonito.
Diverti-me muito! Ele lutava por mim! Claro… para lutar por mim eu tinha de fazer chantagem.
Mas eu sou mestre da chantagem e da perfídia. Assim raptei o filho dele e da porca loura mais do que uma vez. Fiz Thorgal viajar até às Américas antes de Cristóvão Colombo apenas para eu receber o prémio.
Bom o prémio dessa vez não foi muito do meu agrado… fui transformada numa velha! Eu poderosa e linda!
Mas o filho mais velho de Thorgal e da escanzelada loura tem poderes mágicos e apesar de ter sido eu a arrastá-los para aquela viagem amaldiçoada, ele devolveu-me a beleza dos meus 20 aninhos… deu-lhe um prémio! Raptei-o outra vez!

Ahahahahahahahahahha
Sou horrível, não sou?
Aproveitei-me de Thorgal ficar sem memória para o convencer que era um pirata sem escrúpulos… E consegui! Fiquei com um homem a quem os Deuses sorriam, um homem com charme e um excelente guerreiro controlado! Convenci-o que era Shaigan, o terrível pirata dos mares do Norte! E sim, com ele dominamos os mares do Norte!
Mas tinha que vir aquela cabra loura para acabar com o paraíso…
Depois daquela família me ter abandonado várias vezes à morte, mais uma vez ficava sem o belo filho das estrelas…
Mas a vingança encontrava-se no meu ventre!
A cara de estúpida da loura quando eu lhe disse que a criança muda era meu filho e de Thorgal!!

Ahahahahhaha
Bem, mas parece que as minhas 7 vidas de gata se tinham acabado… Eu estava presa, Aarícia (aquela pamonha loura) também. Tínhamos que escapar! Assim eu sacrifiquei-me para que ela e os seus filhos, mais o meu, pudessem fugir da escravatura!
Claro… com uma condição! Ela teria de criar o meu filho como se fosse dela.
Parece que no fim sou um coração mole… Pfff

Mas será que morri mesmo em combate?

Ehehehhe

Têm de esperar para ver…

ARLEQUINA

Criada por Paul Dini e Bruce Timm

POR FABIOLA TORRES  (Traduzido do castelhano por Rodrigo Broilo)

De (SEXTA MALDITA – COLOQUE SUA MÁSCARA E JUNTE-SE AOS VILÕES!)

“Loco Amor”

A primeira vez que vi esta personagem fictícia nas histórias da DC Comics, foi adoração imediata, pois é uma figura tão complexa, ambígua e proeminentemente encantadora. Como uma grande admiradora da personagem Arlequina, creio firmemente que seja errado enquadrá-la no rol de vilãs, o que a meu critério ela está muito longe disso. Ela era uma psiquiatra, muito inteligente e ágil. Trabalhava no Asilo Arkham, realizando investigações de assassinos em série, onde conheceu o Coringa, a quem pede para tratá-lo como paciente.

Seu grave erro foi ter se apaixonado cegamente por ele.

Foi ele quem a fez perder sua licença médica, a introduziu ao crime e a converteu em psicopata. Ter uma relação amorosa com um namorado transtornado e cruel fez com que ela se desequilibrasse por causa dos abusos físicos e emocionais cometidos por ele. Vivemos em uma época em que as pessoas estão acostumadas a julgar aos demais por seus erros, convertendo-se em juízes e donos da verdade. Em minha opinião, Arlequina é uma vítima, é o resultado de uma relação abusiva e doentia. Seu comportamento é o reflexo fiel de seus próprios demônios, fraquezas e medo, sendo seu amor pelo Coringa sua própria destruição.
Porém não se pode condenar alguém apenas por “amar loucamente”.
Pois amar é isso, não ter vontade própria, nem vida autêntica. É uma morte lenta sem aviso e sem luta. São poucas as pessoas que já amaram assim, de forma tão sublime; que a vida nos perdoe todas as vezes por não a vivermos assim… tão intensamente.


DOUTOR DESTINO

Criado por Stan Lee e Jack Kirby

POR VON DEWS

De (SEXTA MALDITA! ELA ESTÁ DE VOLTA… COM 13 INDIVÍDUOS QUE VOCÊ NÃO CONVIDARIA PARA SUA CEIA DE NATAL…)

“Vertigem”

Bah! Vassalos! Acham que Destino é um mero megalomaníaco em busca de poder… Destino é mais que isso, Destino é um novo horizonte para o mundo… Ou para o fim dele como o temos hoje… E o renascimento de um novo!

Bah! A população deveria ser substituída por Destinobôs, pois só assim obedeceriam as regras corretas de um mundo perfeito. Destino não suporta mediocridades desses vassalos inferiores, sempre preocupados com suas vidas pequenas, seus afazeres menores, sem uma visão maior, como só Destino tem, vivem em suas vidas inferiores, seu dia-a-dia pequeno, nas suas vidas monótonas, empregos monótonos, famílias monótonas. Destino não tem pensamentos assim, Destino almeja algo, não importa se dominação ou um mero sanduíche de carne de lagarto latveriano, Destino está acima da massa burra que não vê o horizonte! Bah! Destino não deseja o fim da humanidade, mas sim, que todos possam ver o mundo como Destino, um meio para um fim, sem mesquinharias ou pensamentos menores, o mundo de Destino é perfeito, é regular, é superior, um mundo sem resquícios do homem selvagem que hoje domina o planeta.

Bah! Vassalos! Talvez o mundo não esteja preparado para Destino, mas Destino está preparado para o mundo, Destino não tolera fraquezas, não tolera ser humilhado, não tolera ser medíocre, mas isso não faz de Destino mau, isso faz de Destino certo! Não há por que deixar os tolos governar, impunes em seus atos vis, Destino não é vil, Destino é justo, Destino deseja a justiça, mas diferente dos heróis americanos, Destino quer a justiça real, a justiça que pune os cretinos no poder atual, os burocráticos que governam com suas leis racistas e injustas, a lei de Destino é outra, a lei de Destino pune, mas favorece!
Bah! A Latvéria não é regida à mão de ferro, e sim, à mão do Destino (que é de ferro, de qualquer maneira)… e este é o destino que toda a Terra deveria ter!

Bah!

Vassalos!

VOLDEMORT

Criado Por J.K. Rowling

POR LUCAS DA SILVA MENDES

De (SEXTA MALDITA – COLOQUE SUA MÁSCARA E JUNTE-SE AOS VILÕES!)

“O menino que nunca sobreviveu”

Eu já fui um menino uma vez.
Antes de ser Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado. Antes de ser Você-Sabe-Quem. Antes de ser o Lorde das Trevas. Antes de ser Voldemort.
Eu já fui um menino.

É só nisso que penso quando Harry Potter consegue fazer o Avada Kedrava que lancei nele ricochetear em mim e matar a última parte restante da minha alma. Não existem mais Horcruxes. Nagini morreu. Até o próprio Harry morreu. Não há mais volta para mim. Este último segundo é tudo o que me resta depois de todos esses anos. Todo o esforço que fiz, tudo que batalhei, tudo o que abdiquei para poder realizar meu sonho.

Talvez você pense que sou um monstro.
Não vou negar: é exatamente isso que sou.
Não vou também dizer que não sou culpado. Matei. Torturei. Desfigurei. Converti. Venci a morte. Venci os políticos ignorantes do Ministério. Venci meu pai bêbado e violento e minha mãe fraca. Descobri em Hogwarts o segredo da imortalidade. Planejei fazer do mundo o lugar ideal, do jeito que sempre julguei que seria o certo, para aqueles que mereceriam. Me tornei um profeta – e tive meus seguidores.
E tudo isso foi destruído por causa de um único menino.
Eu sempre julguei estar certo em minhas atitudes. Via e mesmo nestes segundos finais ainda vejo um mundo podre. Os trouxas com suas limitações trazem mais horror a esta Terra do que eu já trouxe ao mundo bruxo com todos os meus ditos crimes. Fazem coisas piores às suas crianças do que eu já fiz com o menino Harry.

Harry.

O Menino que Sobreviveu.

A variável na equação que nunca previ.
É engraçado que eu não o odiava porque ele estava destinado a me derrotar.
Eu o odiava porque ele me lembrava que eu também já fui um menino. Um menino franzino chamado Tom.
Incontáveis vezes tentei matá-lo. Manipulando tudo e todos ao seu redor. Mesmo assim, ele teve e tem tudo aquilo que eu jamais terei. Mesmo morando no armário embaixo da escada. Ele teve os Weasley. A menina Granger. Black. O lobisomem. A Ordem da Fênix. Dumbledore. Quanto a mim? Não é devoção que meus Comensais sentem. É medo. Porque foi assim que parei de me consumir em dor e tristeza. Trazendo o medo.
Mas um dia eu só brincava no quintal velho da minha rua, sonhando com um pai que nunca estava presente. Com o amor de mãe que nunca senti. E com consciência de que meu poder era uma verdadeira benção – e eu, o mais puro de todos.
Posso morrer como Voldemort.
Mas sempre lembrarei que antes de mim, um menino mestiço chamado Tom Riddle, também morreu.

E nenhuma perda me dói mais do que essa.

MORTE

POR THOMAS GROTTO

De (SEXTA MALDITA: O RETORNO ESPETACULAR!)

“A inevitável”

Olá, você ainda não me conhece pessoalmente… mas vai conhecer. Prazer, morte. Não, não corra! Nada é mais rápido que eu. Gostaria de falar um pouco sobre mim, se você puder ouvir, é claro. Se não puder, te conto daqui a um tempo, quando nos encontrarmos novamente. Você vai ficar. Boa escolha. Senta aqui então.
Sabe… desde os primórdios eu existo. Muitos me temem. Alguns me respeitam. Outros me desejam. O meu trabalho você já conhece, me chamam de ceifadora… Mas me considero mais uma recicladora. Eu reinicio os ciclos que movem o mundo. Graças a mim pode surgir o novo. Alguém tem que sujar as mãos, não é?
Confesso que amo meu trabalho! É tão lindo por fim aos sofrimentos, lançar pessoas ao descanso e… ter este poder… tanto poder… eu posso terminar com impérios, nações, empresas… Basta querer.

Ah, eu me divirto, afinal, se é preciso se sujar, por que não se lambuzar? As vezes tenho meus dias… sabe, todos têm aqueles dias… dias onde eu quero… ir a loucura, pintar o sete… ah, eu amo meu trabalho. Você deve achar que sou louca. Mas quem não é? E me agradeça. Se não fosse por mim, você ficaria eternamente condenado a existir. Viveria as mazelas do mundo eternamente… Mundo este que seria uma bosta. Uma merda. Podre.
É a mim que os homens temem. Graças à mim conhecem sua finitude. E graças a esta finitude, que desejam deixar marcas. Hoje. Pois não se sabe do amanhã. De nada.

Um Beijo, morte.

Até breve!


????

POR WAGNER RASPUTIN BEATO

De (ABRA SUAS ASAS, SOLTE SUAS FERAS! ESTA É A SEXTA MALDITA!)

“Bu”

Crescemos e sempre vivemos com ele.
Desde a hora de nosso nascimento, até o ultimo suspiro. Mas o que nos faz diferentes e até muitas vezes impotentes é como o encaramos.
Ao dar os primeiros passos temos a convicção de que ele é mais forte. Erramos e voltamos a errar devido as incertezas e sede de vitória. Mas ele sempre está ao lado. Fazendo com que tomemos decisões que muitas vezes nos acompanham em nossas vidas como uma sina.
Forte, astuto, sagaz, e muitas vezes audacioso. Mas sem ele não existiriam descobertas, superações, e a vida.
És nosso maior inimigo , carrasco e algoz . Sempre ao nosso lado nos fazendo encarar desafios , tentações e nossas maiores provações. Sem ele não somos nada.
E quem somos sem ele???

– O MEDO!


CARA DE BARRO

Criado por Bob Kane

POR DIOGO OLIVEIRA Cave Beneath The Mansion

De (SEXTA MALDITA: PORQUE A MALDADE NUNCA É SUFICIENTE!)

“Debaixo de toda a lama…”

Entre a variada gama de vilões do Batman, meu favorito sempre foi o Cara de Barro. Muitos sempre acharam estranho essa escolha minha tendo uma galeria tão rica contendo personagens como Coringa, Duas Caras, Mulher Gato. Mas para mim, lidando com um personagem e um mundo onde identidade sempre foi um de seus temas centrais, é muito interessante observar um personagem que pode ser qualquer pessoa, menos ele mesmo, pois sua face é a face de um monstro. A justificativa da própria loucura do personagem já começa se apresentando aí, pois o quão insano pode não suportar ver seu próprio rosto, a si próprio como pessoa, sem encarar de certo modo seu pior pesadelo?

Além disso, mora outra questão importante do personagem, que é a vaidade. Ele é realmente um ator muito bom, e se orgulha que seu poder permita mostrar isso aos outros em uma capacidade que antes era limitada pelo seu físico. Seu orgulho muitas vezes é seu Calcanhar de Aquiles, assim também como sua falta de humanidade em muitos momentos. Há não somente o prazer em manipular, mas também em ser o outro, para poder atingir seu inimigo no ponto aonde mais dói.

Um personagem que nasceu baseado nos assassinos de historias pulps e suspenses noir e depois evoluiu para um dos monstros que poderiam estar ao lado de outros feitos pela Universal, sempre, ironicamente, sendo maleável aos tempos e necessidades das histórias, chegando a criar uma própria “família” com o Mudpack. Todos esses motivos me fazem amar o drama e o terror que ele pode proporcionar, tendo assim justificada  a sua posição como um dos grandes vilões icônicos do Batman.

OS SETE INIMIGOS MORTAIS DO HOMEM

Os sete pecados capitais só foram formalizados no Século VI pelo Papa Gregório Magno, tomando por base as Epístolas de São Paulo. Transportados para as histórias de SHAZAM, se tornaram os Sete Inimigos Mortais do Homem aprisionados na Pedra da Eternidade.

Shazam criado por C. C. Beck e Bill Parker

POR OLAVO LIMA
De (SEXTA MALDITA: PORQUE A MALDADE NUNCA É SUFICIENTE!)

“Aquele que não tiver pecado…”

Para os estudiosos os sete pecados capitais tratam-se de uma classificação da condição humana conhecida atualmente como vícios que precede o surgimento do cristianismo, mas que foi usada mais tarde pelo catolicismo com o intuito de controlar, educar, e proteger os seguidores para que estes controlem os instintos básicos do ser humano, os pecados são as raízes de outros vícios.

Mal sabem esses estudiosos que esse mal primordial existe até mesmo antes do universo e multiversos serem criados, dês da origem da existente da realidade e antes dela, quem poderia dizer que o primeiro dos caídos não se tomou pela soberba? Os sete pecados são os maiores inimigos de toda a existência, influenciando o mal que existe nela, todo o mal deriva deles, toda a corrupção mesmo que mínima tem sua influencia, o sussurro de suas palavras pode ser ouvido na mente de criminosos.
Nem mesmo o poderoso mago Shazam que aprisionou as encarnações vivias desses vícios na pedra da eternidade pode impedir que sua contaminação se alastrasse por toda a humanidade, mesmo os maiores vilões e deuses caem perante sua influencia, nem mesmo os eternos ou os anjos são imunes ao seu mal, o que dirá nos meros mortais.
Essas entidades apesar de unidas como um só ser tem aspectos distintos de acordo com a corrupção e influencia em outros series, são elas:

Soberba – talvez o mais poderoso e perigoso de todos eles, é a representação do desejo de ser mais importante que os outros.
Preguiça – negligencia e apatia pela vida
Inveja – cobiçar o que é dos outros para si e  roubar aquilo que outra pessoa ama
Ira – descontrole emocional, canalizar sua cólera contra o próximo sem controle, é talvez o grande responsável por todos os conflitos humanos pela historia.
Luxúria – o desejo passional por todo o prazer corporal e material, se deixar dominar por suas paixões e lasciva.
Avareza – o apego excessivo e descontrolado pelos bens materiais
Gula – esse pecado não tem só haver com comida, mas também com o egoísmo humano querendo sempre ter mais e mais sem dividir com os outros.

Alguns dizem ainda que os sete lordes demoníacos adotam os pecados como símbolos de seu poder, alimentando sua influencia sobre a humanidade são eles ou que esses mesmos seres são controlados pelos pecados, são eles:

SOBERBA –Lúcifer
PREGUIÇA – Belphegor
INVEJA – Leviatã
IRA – Azazel
LUXÚRIA – Asmodeus
AVAREZA – Mammon
GULA – Belzebu

Tendo em vista o seu poder e influencia, sua capacidade de destruição, todo o flagelo que é atribuído a eles em nossa historia e cultura, não é a toa que eles são chamados de os maiores inimigos da humanidade e a encarnação de todo o  mal.

EXTERMINADOR

Criado por Marv Wolfman e George Pérez

POR ENRICO VARGAS
De (SEXTA MALDITA! ELA ESTÁ DE VOLTA… COM 13 INDIVÍDUOS QUE VOCÊ NÃO CONVIDARIA PARA SUA CEIA DE NATAL…)

“A vida do teu filho, desde o fim até o começo”

Ainda em sua primeira infância Slade Wilson viu sua mãe falecer, seu pai se casando com outra mulher, tendo outro filho e sendo abandonado por estes. Slade viu seu pai se tornar um homem melancólico, apático e abatido por conta de tantas perdas. Slade percebeu muito cedo que aquela situação em que seu pai mergulhou servia como um excelente exemplo de tudo o que ele não queria para si.

Slade cresceu determinado e independente, aos dezesseis anos mentiu ser maior de idade para poder se alistar no exército. Treinou, foi para a guerra e resgatou sozinho um veterano do exercito britânico.

Como o militar mais jovem a ser condecorado na Guerra do Vietnam, Slade Wilson já era praticamente uma lenda quando foi destacado para participar de um programa especial de treinamento que tinha como objetivo formar soldados de elite.

O treinamento se estendeu durante vários meses, período em que Slade conheceu a jovem Capitã Adeline Kane, que a principio serviu como sua instrutora e por quem veio a se apaixonar posteriormente.

Slade Wilson tinha uma biografia impecável e todas as evidências apontavam para um futuro brilhante… o que ele não sabia é que se os acertos o trouxeram até onde ele queria chegar, seus erros o levariam muito além do que ele jamais foi capaz de imaginar.

Assim que soube estar grávida Adeline pediu exoneração do exército para se dedicar integralmente a sua nova condição de “Sra. Wilson”, enquanto Slade dava continuidade a sua ascendente carreira militar.

Logo após o nascimento de seu filho Grant, o sempre ambicioso Slade se oferece como cobaia para experimentos com um antídoto para o “soro da verdade”, que infelizmente resultou em sérios efeitos colaterais, deixando Slade acamado por um longo período.

Após seu reestabelecimento Slade descobre que o experimento ao qual ele se voluntariou era na verdade uma operação de fachada arquitetada pelos seus superiores com a intenção de criar “supersoldados”.

A decepção só não foi maior para Slade por que após sua completa recuperação ele percebeu que sua força e agilidade haviam se ampliado a níveis sobre humanos.
Enfim, o “supersoldado” havia sido criado, mas diante da traição que sofreu por parte do seu amado exército, Slade Wilson decidiu não revelar sua nova condição, negando aos seus superiores o que eles tanto queriam.

Ao saber do sequestro de seu amigo Wintergreen, o mesmo militar britânico que ele havia resgatado vários anos antes, Slade cria uma fantasia assustadora e se lança na selva em missão de resgate. Slade ataca o grupo de rebeldes de forma tão feroz que nem mesmo Wintergreen é capaz de acreditar no que vê!
Quando a operação clandestina chega ao conhecimento da alta cúpula do exercito, Slade é automaticamente exonerado, encerrando dessa forma mais um capítulo em sua conturbada vida.

A polpuda herança recebida por Adeline proporciona a família Wilson uma vida de extremo glamour. Sempre frequentando festas e figurando nas principais colunas sociais, Slade entra numa espiral descendente de tédio e frustração que nem mesmo o nascimento de seu segundo filho, Joseph, é capaz de amenizar.
Com a intenção de sair daquele estado de letargia, Slade resolve se profissionalizar como caçador e passa a liderar safáris na África. A empreitada acaba por ser muito bem sucedida, e o “Caçador Slade” ganha enorme destaque na mídia.

Por conta de tamanha notoriedade Slade começa a receber propostas de assassinatos encomendados, a ideia de caçar humanos parece bem mais empolgante para Slade do que caçar feras selvagens, por fim, a decisão está tomada…

Coincidindo com o surgimento de uma nova geração de super-heróis (encabeçada pelos jovens Superman, Batman e Mulher-Maravilha), Slade Wilson cria uma sofisticada armadura e passa a se chamar EXTERMINADOR!

Por algum tempo tudo é satisfatório na vida de Slade, sua carreira de mercenário vai de vento em popa e seus safáris continuam ganhando a atenção da mídia. Em casa as afinidades se delineiam; enquanto Grant adota seu pai como modelo, Joseph tem seus dotes artísticos altamente estimulados por Adeline.
Tudo parecia muito bem até que o terrorista conhecido como Chacal sequestra Joseph Wilson e pede informações de um dos clientes de Slade como forma de resgate, altamente vaidoso e egocêntrico Slade se recusa a ceder a chantagem e mesmo conseguindo salvar a vida de seu filho não é rápido o suficiente para impedir que o terrorista corte a garganta do menino, provocando nele uma condição de mudez permanente.

Revoltada com a atitude de seu marido e com a revelação de que ele é um assassino profissional, Adeline tenta mata-lo com um tiro na cabeça, mas graças a seus extraordinários reflexos, ela só consegue atingi-lo no seu olho direito.

Divorciado, Slade da continuidade a sua carreira como Exterminador, até que ele é contratado para a missão de resgatar a Princesa Lilian Worth, com quem acaba tendo um envolvimento romântico.

Após o romance com Lilian, Slade entra numa fase onde relações interpessoais parecem não ter vez, tudo o que resta para Slade é seu trabalho, suas relações comerciais e a devoção de Wintergreen.

Vários anos se passem sem que Slade mantenha contato algum com sua ex esposa e seus filhos, até o dia em que o destino resolve interferir de forma quase cruel.
Slade recusa a oferta de uma organização criminosa chamada H.I.V.E. para executar o grupo de heróis conhecido como Novos Titãs. A mesma oferta é feita para Grant Wilson que além do serviço de execução ainda se submetera a um experimento semelhante ao que seu pai sofreu há anos com a finalidade de receber super-poderes iguais aos do Exterminador.

Grant desenvolve poderes ainda maiores do que os de seu pai, e adota a identidade de DEVASTADOR.
Os caminhos de Exterminador e Devastador se cruzam, até que Slade descobre que Devastador é na verdade o seu filho e percebe que seus poderes recém adquiridos estão causando sérios danos ao seu organismo. Os dois mercenários entram em conflito com os Novos Titãs e a batalha resulta na morte de Grant.
Slade culpa os jovens heróis pela morte de seu filho e em sua honra acaba assumindo o contrato que Grant não cumpriu.
Para colocar em prática seus planos de vingança, Slade conta com a colaboração de Tara Markov, uma sociopata de dezesseis anos de idade, que se infiltra nos Novos Titãs sob a identidade de Terra.

Além de aliados, Slade e Tara acabam se tornando amantes, e quase conseguem derrotar os heróis, não fosse a interferência de Joseph Wilson, que naquela ocasião revela seus poderes mutantes (herança genética dos experimentos sofridos por seu pai no exército) e inicia sua carreira heroica sob a identidade de Jericó.
Tara Markov morre em meio a uma batalha épica, Slade é preso e Joseph é aceito como membro dos Novos Titãs.

Os caminhos de Slade e dos Titãs se cruzam várias vezes até que uma reviravolta acontece… Possuído por uma entidade corrupta de outra dimensão, Joseph se torna líder da Wildbeest Society e passa a caçar todos os membros dos Novos Titãs. Slade agora se vê como aliados dos poucos heróis remanescentes até perceber que seu filho está condenado e que a única maneira de detê-lo é atravessando uma espada em seu ventre.

De uma forma um tanto irônica e amarga a morte de seu primogênito estava vingada, matando seu filho caçula, Slade matou um Titã!

Qualquer um desmoronaria diante de eventos tão trágicos, mas Slade Wilson não é qualquer um!

Slade seguiu sua vida, transitando entre o lado dos mocinhos e dos bandidos, até deixar de ser caçador para se tornar a caça, numa perseguição de proporções globais onde todos os super-heróis do mundo pareciam interessados em captura-lo, culminando na elevação de seus poderes até o nível da imortalidade.
Slade agora havia se tornado indestrutível, Slade não tinha mais nada a perder, Slade havia se tornado o homem mais perigoso do Mundo.
Nos anos que se seguiram Slade testemunhou a morte de Adeline, a ressurreição de seu filho Joseph (duas vezes!), e ainda teve tempo de enfrentar o Batman, derrotar a Liga da Justiça e liderar uma versão anti-heroica dos Novos Titãs.

Slade também viu a identidade de seu filho Grant passando por mais duas pessoas até chegar a sua filha Rose, fruto do seu relacionamento com Lilian Worth.
Rose Wilson, a Devastatdora nº4, já mostrou ser a mais hábil, talentosa, competente e inteligente de todos os filhos de Slade Wilson, e com um histórico familiar como esse, talvez ela seja o único ser humano capaz de escapar da morte pelas mãos de Slade… ou capaz de mata-lo, caso isso seja a coisa certa a ser feita!
Definir Slade Wilson como bom ou mal, herói ou vilão, seria uma tentativa superficial de tentar reduzi-lo a rótulos. Slade é complexo, um personagem completo.
Slade Wilson teve os melhores motivos pra fazer as piores escolhas.

Na vida de Slade Wilson nunca houve lugar pra auto piedade.

Um comentário sobre “SEXTA MALDITA ESPECIAL: 10 ANOS DE SANTUÁRIO! REVIVA O TERROR!

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