SEXTA MALDITA: OS CONDENADOS!

Quem somos nós para condenar outrem?

Ainda assim, por vezes nos deparamos com indivíduos capazes de atrocidades tão hediondas que fica impossível não ativar o modo “inquisição” e começar a acender algumas tochas, quase que instintivamente… E que veneno mortal é esse sentimento! Quão perigoso e o quanto ele nos iguala àqueles que pretendemos julgar?

Guardem as tochas por hoje, caros devotos. Os atormentados personagens a seguir escolheram seus próprios caminhos e arcam com suas consequências, sofrendo do castigo merecido. Porém, não se iludam! Nas circunstâncias certas, quem garante que não poderia ser um de nós em seu lugar?

É fato que cada um colhe o que planta, mas cuidado… Afinal… Quem somos nós para condenar outrem? 

Apaguem a luz, fechem as cortinas e espalhem uma linha de sal grosso na porta, pois hoje o Santuário macabramente apresenta… OS CONDENADOS! 

Na Sexta Maldita do Santuário, vários amigos e sacerdotes elegem seu vilão ou vilã favoritos e dançam com eles sob a luz do luar.
E você, qual o seu malvado preferido da noite? Quem você escolheria? Deixe nos comentários!

 

 

MORTO DO PÂNTANO

Criado por Eugênio Colonnese

POR LANCELLOT MARTINS  HQ Quadrinhos

“Clássico imortal”

Minha escolha vai para… MORTO DO PÂNTANO! O personagem é uma criação brasileira de 1967, de Eugênio Colonnese, publicada na revista MIRZA, Mulher Vampiro (do mesmo autor), com 20 histórias, pela editora JOTAESSE (na maior parte). É uma bela criação fantasmagórica, um habitante de um “pântano”, que tem o corpo putrefato, em trapos e portando um machado afiadíssimo, dono de uma missão fatal de vingança e justiça para quem ultrapassa, de preferência, seus domínios.

MORTO DO PÂNTANO mora em um lugar que é uma espécie de “imã” que atrai justo estas pessoas más para seu cadafalso e lá lhes aplica sua justiça sem dó nem piedade. Apesar dos aspectos “londrinos” do terror, o seu habitat sugere ao final, ser uma espécie de “lugar nenhum”, que pode, vamos dizer, se abrir para um portal em qualquer lugar do mundo… Um “inferno” necessário… E o Morto do Pântano não sai de seu habitat…

 

GENERAL ZOD

Criado por Robert Bernstein e George Papp (DC COMICS)

POR HENRY GARRIT  (Universo Sincronia)

“Em algum lugar do Multiverso…”

Antes de começar a falar sobre o personagem, cabe salientar que, bem como toda a mitologia do Superman e mesmo da DC COMICS, ele já passou por inúmeros processos de revisão desde a sua concepção. Nós já o vimos em diferentes encarnações nos quadrinhos, cinema, animações e séries de tevê. Dito isto, algo que parece imutável no General Zod é seu ferrenho amor ao planeta Krypton, um amor tão imenso, e por que não dizer, doentio, que o move a cometer qualquer tipo de atrocidade em prol de seu mundo de origem, para defender seus costumes e sua linhagem, com um pequeno agravante: De preferência com ele no comando!  Afinal, quem mais seria capaz de se doar tanto por seu amado planeta?

Seu fanatismo arrebanhou seguidores, promoveu guerra, dor e morte, tudo em nome de sua visão de uma supremacia kryptoniana. Seus crimes não passaram impunes, e não é novidade dizer que foi condenado pelo alto conselho, sendo banido com seus fiéis seguidores para a assim chamada “Zona Fantasma”, uma prisão infernal capaz de confinar seus detentos de forma incorpórea indefinidamente, uma solução “humanizada” em substituição a execução sumária dos prisioneiros… Um projeto criado por um dos mais proeminentes cientistas de Krypton… Jor-El.

Condenado por fazer aquilo que acreditava ser o certo, o General Zod jamais demonstrou arrependimento e sempre considerou o rastro de mortes atrás de si como um efeito colateral inevitável em prol de um bem maior. Sendo assim, ele segue confinado, dentro ou fora da Zona Fantasma, em seus próprios conceitos distorcidos de moralidade.


O MONSTRO DE FRANKENSTEIN

Criado por Mary Shelley

POR HENRY GARRIT  (Universo Sincronia)

“Uma existência condenada”

O dom da vida é algo sublime, o qual ás vezes em nossas distrações frívolas diárias acabamos por desprezar. Estar vivo, respirar aproveitar tudo o que mundo pode oferecer… Mas como desfrutar de tais dádivas quando se é uma aberração criada de forma macabra em um laboratório improvisado por um cientista insano que em sua ânsia por dominar a morte, concebeu nada mais que um arremedo de vida?

A grande dor da criatura não foi causada por seu “nascimento” antinatural, mas o fato de ser dotado de consciência. Ele sabia o que era, e tinha a exata noção de sua desgraça. Ainda que sua aparência externa fosse a de um cadáver pútrido que por não se sabe qual maldição do inferno ou perversa ciência se percebe vivo, e ainda que levado por impulsos violentos que nada mais foram do que reflexos de todo o desprezo que as pessoas lhe ofertaram, em seu íntimo ele buscava o que todo ser vivo almeja: Ser feliz. Encontrar alguém para partilhar sua existência e aproveitar todos os prazeres e delícias deste mundo antes de morrer. No entanto, tudo o que lhe fora reservado foi dor e sofrimento, impossibilitado de ser amado, ainda que fosse capaz de sentir amor por outras pessoas. Sem dúvida foi esse ódio que o tornou um monstro, não sua concepção blasfema.

A criatura de Frankenstein vagou pelo mundo em busca de aceitação, cometendo erros e acertos, alternando atos de crueldade e altruísmo… E como tal, o monstro também foi vítima, condenado a mais irrestrita solidão.

Um final triste, melancólico… Humano.

HOMEM ABSORVENTE

Criado por Stan Lee e Jack Kirby (MARVEL)

POR PAULO JOUBERT (Cine HQ)

“O Peão dos deuses”

Que Loki adora arrumar confusão para seu querido irmão Thor, todos sabemos. Ele não aciona o PCC contra o irmão porque prefere visitar as cadeias dos EUA. Em uma delas, encontrou o CCC (Carl “Crusher” Creel, prisioneiro com as indefectíveis iniciais de mesmas consoantes, mania clássica de HQs). O Deus da mentira e da trapaça preparou um chá batizado (poção mágica) que fez com que sua cobaia recebesse o poder de adquirir as propriedades dos objetos que toca.

Curiosamente eu achava que nosso “Carlos” fosse apenas um vilão do universo do Deus do Trovão. Qual não foi minha surpresa (leitor coroa se surpreender é difícil!) ao descobrir que no passado ele trocava sopapos com Jack Murdock, nada mais nada menos que o pugilista pai de “Marinho, Mat Murdock” vulgo O Homem Sem Medo, Demolidor! Tanto que a alcunha “Crusher” (Triturador) vem dessa fase. Era Triturador vs Demolidor, sendo este segundo o apelido de Jack.

Voltando para cadeia, tipo, para a vida de Creel, o cara bem que carece de ir para aqueles programas de TV tipo Esquadrão da Moda, para dar um trato no visual! Calça listrada, botinas de peão de obra e uma bola de ferro acorrentada?! Calvície e peitos ao vento para completar… Titânia tem coragem! Além de extremamente estereotipado e pouco letrado. Apesar de possuir poderes consideráveis o suficiente para deixar Odinson em maus lençóis em diversas ocasiões, nunca teve perspicácia suficiente para romper o ciclo escapa-ataca-apanha-aprisionado!

Eu o conheci em uma HQ do Hulk onde apareceu desmemoriado após uma surra dos Vingadores. Para fugir, ele havia se fundido à água, o que causou amnésia. O motivo do embate com a equipe (que também foi criada por Loki, embora não intencionalmente!) foi uma tentativa de fuga usando refém, uma vendedora de loja que ele libertou em um ato fulgás de decência .

Condenado à chacota explícita pelo nome “Homem Absorvente”, eu sempre o via como “Homem Modess” muito antes do Deadpool fazer este bulliyng dele…

 

A GANGUE DA DEMOLIÇÃO

Criados por Len Wein (MARVEL)

POR PAULO JOUBERT (Cine HQ)

“Pague por um e leve 4 condenados a sacos de pancada!”

Esses asgardianos gostam de frequentar uma penitenciária para aliciar detentos para seus pouco nobres fins. Quatro anos após o surgimento do Homem Absorvente, não é que Karnilla, Feiticeira Rainha dos Nornes, não concedeu poderes ao criminoso Dirk Garthwaite? O ex-operário de companhia de demolição ganhou poderes através de um pé de cabra (!) místico, tornando-se o Destruidor. Lógico que acabou dando dor de cabeça ao pobre filho de Odin. E seguiu a rotina de apanhar e ser preso! Em uma dessas temporadas na cadeia, resolveu dividir seu poder com “colegas de bonde”, em uma clássica releitura de Shazam que dividiu seus poderes com seus irmãos (nas HQs, pouco se cria e muito se copia). Denominados GANGUE DA DEMOLIÇÃO (originalíssimo, não?), composta por Aríete, Bate-Estacas e Maça (que também tem uma bola de ferro acorrentada… falo nada!). Um ex-militar, um trabalhador rural e um físico, respectivamente. Estrearam apanhando dos Defensores.

Olha, se Destruidor, Maça, Aríete e Bate-Estacas não são aquele clássico exemplo de Irmãos Metralha da Marvel (parrudões que entram e saem de unidades prisionais), não me lembro de outro exemplo na editora mais próximo…

 

LEGIÃO

Criado por Chris Claremont e Bill Sienkiewicz (MARVEL)

POR RODRIGO F. CRUZ

“Prisioneiro da mente”.

Um herói? Um vilão?

Nesta Sexta Maldita minha escolha de personagem fica entre um grande emaranhado de vozes, personalidades, dores e sentimentos. Sempre achei fascinante a mente humana e como determinada situação ou trauma pode levar a uma infinita fragmentação da nossa psique. Nosso personagem é David Haller, o Legião, um dos mutantes mais complexos do universo Marvel. Ele é filho do Professor Xavier.

Antes de se tornar o mentor dos X-Men, Charles Xavier esteve uma temporada em Israel, onde conheceu Gabrielle Haller. Gabrielle era uma paciente de um instituto para sobreviventes do Holocausto onde Xavier estava trabalhando. O cérebro dela estava profundamente danificado após anos de tortura em campos de concentração nazistas. Xavier usou suas habilidades telepáticas para libertá-la do estado catatônico e conseguiu curar Gabrielle. Os dois se apaixonaram e tiveram um relacionamento enquanto Charles permaneceu em Israel. O futuro Professor X partiu para o Tibete sem saber que Gabrielle estava grávida. Ela não contou a Xavier sobre o filho e ele só descobriu sobre David quando este já era um adolescente.

O surgimento dos poderes nos mutantes acontece geralmente durante um evento traumático. Foi isso que aconteceu com David, numa época em que estava vivendo em Paris com seu padrasto e sua mãe, que tinha se tornado embaixadora de Israel. A casa da família foi invadida por terroristas que queriam matar todos os israelenses que encontrassem. Daniel Shomron, o padrasto de David, foi assassinado na frente dele. Isso despertou uma raiva profunda nele, que revelou os seus poderes psiônicos.

A criança incinerou acidentalmente todos os terroristas e descobriu que estabelecia contato telepático com todos eles, sentindo aquilo que eles sentiram naquele momento. Esta experiência profundamente violenta mergulhou David em um estado catatônico semelhante ao da sua mãe. O ataque terrorista acordou os poderes de David e um desses poderes é bem perturbador: ele absorve a consciência de outros na sua mente. Isso aconteceu com o líder dos assassinos: Jemail Karami.

Após anos de luta, Karami conseguiu a sua individualidade dentro da mente de David e essa persona tem acesso aos seus poderes telepáticos. Conseguindo ler a mente de David, o terrorista se surpreendeu ao descobrir quem eram realmente as suas vítimas. Conhecendo agora a bondade do garoto e da sua família, Karami decidiu ajudar David a restaurar a sua sanidade mental. Depois do violento ataque, a mente de David nunca mais seria a mesma. Quando acordou da catatonia, os médicos diagnosticaram o jovem com autismo e transtorno dissociativo de personalidade. A sua mente ficou dividida em várias personalidades distintas que lutam pelo controle da sua mente e têm diferentes poderes associados.

David tem inúmeros poderes mas cada um deles é controlado por uma persona diferente, e elas variam entre benevolentes e malignas. A lista de personalidades é longa mas algumas se destacam: Karami é um dos mais poderosos e buscou reintegrar as outras personalidades na tentativa de curar David; Jack Wayne controla a telecinésia e é a personalidade mais maligna; Cyndi é uma garota rebelde e controladora do poder da pirocinésia de David. Outras personas dignas de nota são Styx, Susan in Sunshine, Time Sink e Imagem Sangrenta. Ele é um mutante de nível Ômega com vastos poderes. Um mutante nível Ômega é um mutante raro com poderes que parecem ultrapassar os limites conhecidos. Os poderes de Legião são vastíssimos e existe a possibilidade de nem todos terem se manifestado ainda. Existe a teoria de que ele é capaz de gerar mutações espontaneamente. Dentre as capacidades mutantes do Legião, destacam-se os poderes mentais e psiônicos, telecinésia, pirocinésia, telepatia, absorção da consciência de outros, manipulação do tempo, do espaço e da própria realidade.

 

O ESQUADRÃO SUICIDA

Criado por John Ostrander (DC COMICS)

POR HENRY GARRIT (Universo Sincronia)

“Quando a sujeira é demais para os heróis…”

Muitos acharam que o proposta de uma oficial do alto escalão do governo dos Estados Unidos de recrutar prisioneiros meta-humanos de alta periculosidade condenados pelos crimes mais horrendos era uma piada. Mas Amanda Waller provou que não estava brincando e levou à frente seu projeto, conseguindo aprovação para a sua “Força Tarefa X“, recrutando criminosos para missões “delicadas demais” para a Liga da Justiça e afins. E quando digo “delicada”, quero dizer que essas missões têm como diretriz principal defender os interesses do governo, sem nenhum senso de moralidade ou heroísmo envolvidos. Devido a natureza desse tipo de operação, não demorou para que a equipe recebesse o carinhoso apelido de ESQUADRÃO SUICIDA, com membros rotativos (por motivos óbvios), onde os condenados recebem um implante explosivo a fim de que não cogitem aproveitar o passeio para fugir. Como recompensa, após a o sucesso da missão recebem diminuição da pena e outros benefícios.

Embora tenha surgido em 1959 pelas mãos de Robert Kanigher e Ross Andru, tendo sua primeira aparição no número 25 da revista The Brave and the Bold, a versão moderna do Esquadrão foi criada por John Ostrander na minissérie LENDAS, ganhando um longevo título mensal na sequencia, apresentando o que era até então, uma inovação nos quadrinhos. Nada de heróis ou “anti-heróis”, os protagonistas eram vilões, criminosos da pior estirpe, capazes das maiores atrocidades, o que sempre causou imensa imprevisibilidade em todas as missões, um dos maiores atrativos de suas histórias. Para tentar controlar esse caos, o coronel Rick Flag comumente os acompanhava em campo, e ainda que ciente da índole de seus associados, sempre teve um forte senso de moral e pregava a máxima de “nunca deixar alguém para trás”.

Um sem número de agentes da Força Tarefa X perdeu a vida em ação, fazendo jus ao apelido carinhoso da equipe. No decorrer dos anos, alguns nomes entretanto se sobressaíram, entre eles o Pistoleiro, Capitão Bumerangue, Tigre de Bronze, Magia, Sombra da Noite, Arrasa-Quarteirão, Pensador, Conde Vertigo, Víxen, Doutor Luz, Arlequina, Tubarão-Rei, etc.

Há quem acredite que todos são merecedores de uma segunda chance. Amanda Waller é uma dessas pessoas. Sua tolerância, no entanto, é bem limitada com aqueles que tentam burlar suas regras. Talvez ela realmente acredite estar fazendo algo de bom no comando da Força Tarefa X, ao contrário da maioria que a julga apenas como uma vaca sem coração. A verdade é que a oportunidade é ofertada, e cabe aos detentos aproveitar ou não, ainda que seja aconselhável não se perder um divagações muito longas, porque se deter demais em tal dilema pode explodir suas cabeças.

 

SOLOMON GRUNDY

Criado por Alfred Bester e Paul Reinman (DC COMICS)

Por Leticia “Nimphadora” Fiuza

“Super Vilão? Anti-herói?
Definitivamente, um Condenado”.


Imortal? Força extrema? Qual é a história por trás da origem do Vilão que fez parte Liga da Injustiça, Sociedade da Injustiça, Sociedade Secreta dos Supervilões, Corporação Infinito, Gangue da Injustiça, Esquadrão Suicida e que já foi nêmesis de vários Heróis da DC, como Batman, Lanterna Verde, Superman, Starman, e por aí vai…

Solomon nasceu como Cyrus Gold, em uma família humilde e teve uma infância muito cruel. Seu pai, Senior Gold, tinha sonhos de riqueza, mas não conseguiu nada além de ser um empregado nas docas de Gothan City e sua frustração e amargura eram descontadas em sua esposa e no pequeno Cyrus.

Seu pai costumava, como presente de aniversário, surrá-lo, queimá-lo e enterrá-lo vivo com a desculpa de fortalecê-lo para a vida e para que o menino se lembrasse que valia muito menos que a terra que o cobria.

A vida do pequeno Cyrus só piorava, após tantos abusos, sua mãe fugiu e o abandonou com o seu pai, que morreu pouco tempo depois num acidente nas docas.

Cyrus passou a viver sozinho, sendo maltratado pelos garotos da região, até que um dia foi espancado quase até sua morte. O garoto escapou do espancamento e mesmo muito machucado foi para as docas, onde um homem misterioso o encontrou e fez a ele uma proposta que poderia mudar sua vida: Fama e fortuna em troca de que Cyrus lhe jurasse lealdade até o dia da sua morte. Ele aceitou, claro. (Sinceramente, naquele momento, quem não aceitaria?)

E então as coisas começaram a melhorar para Cyrus e… mentira, não foi bem assim, não…

O tempo passou e o menino virou um homem, realmente rico, e o trabalho para que foi contratado foi de Assassino e era muito bom no que fazia. Cyrus matava por dinheiro, sim, mas também para se vingar das injustiças que sofreu, tendo se vingado de todos os responsáveis pelo seu sofrimento, como foi o caso de sua mãe que o abandonara.

Cyrus procurou por ela e a encontrou: Rica, com uma nova família e vivendo feliz. Pois, sem qualquer hesitação, o homem tirou a vida de sua mãe e levou o corpo para repousar no fundo do Pântano da Matança, junto com os outros que havia assassinado.

Um tempo depois, nesse mesmo pântano, foi encurralado por um criminoso em busca de vingança e após perceber que não conseguiria escapar, Cyrus decidiu tirar a própria vida e se juntou aos outros cadáveres no fundo das águas. Porém, nesse momento ele acabou quebrando a promessa que fez ao homem misterioso.

Seu corpo repousou no fundo das águas por 50 anos, mas ao invés de simplesmente decomposição, seu destino foi muito pior, pois durante esses anos, seu corpo foi sendo mesclado com a essência do pântano.

O Parlamento das Árvores, um grupo de elementais vegetais, tentou transformar Cyrus em um dos seus, mas falhou e o resultado foi que ele retornou a vida como um zumbi com uma força descomunal, num corpo imenso e com capacidade de se regenerar que o torna imortal, porém, sem memória de seu nome ou do seu passado. Entretanto, o sentimento da extrema violência que sofreu em vida ainda está presente em sua memória, o tornando extremamente imprevisível.

Naquele momento, sem memória e confuso, o Zumbi seguiu caminho até uma vila, indo parar em um abrigo para vagabundos, onde lhe perguntaram seu nome e ele respondeu que não sabia, apenas se lembrava que nascera numa segunda-feira. Os vagabundos, zombando dele, começaram a cantar a canção de Solomon Grundy e foi a partir daqui que Cyrus passou a adotar este nome.

Nasceu numa segunda;
Batizou-se numa terça;
Casou-se numa quarta;
Adoeceu numa quinta;
Piorou numa sexta;
Morreu num sábado;
Enterrou-se no domingo;
E este foi o fim de Solomon Grundy.

Solomon Grundy é um dos mais perigosos vilões conhecidos no universo da DC, pois é praticamente indestrutível, não precisando descansar ou sequer se alimentar, é um oponente incansável e bastante cruel. Sempre que chega perto da morte, ele consegue se regenerar e volta numa versão mais perigosa.

Ao longo da história da DC, o vilão teve vários ‘reinícios’, ganhando novas características e antagonistas de acordo com o arco da história ou seu escritor.

Atualmente, podemos ver Grundy na série Stargirl (HBOMax), porém, na primeira temporada tivemos apenas um vislumbre de sua existência e força, sem maiores detalhes de sua história. A segunda temporada estreou dia 10/08, e agora nos resta acompanhá-la para saber qual versão do morto-vivo será trabalhada na série.

****

Gostaria de parabenizar a equipe do Santuário e dizer que me sinto muito honrada em participar desses 10 anos de nerdices, mesmo que esporadicamente agora, mas me sinto muito em casa nesse local dos Santos e Loucos.

Que venham mais 100 anos de muita informação, nerdices e amizade!

 

 

6 comentários sobre “SEXTA MALDITA: OS CONDENADOS!

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