Sexta Maldita: O Decenário Sombrio!

Assim se passaram dez anos…

…Desde que vocês enfim pararam de lutar contra nós, descobrindo o quão inútil era tentar nos destruir. O mal não pode ser aniquilado, ele está dentro de cada um, faz parte de sua essência… MAS… Vocês descobriram também que ele podia ser contido. Domado. Exorcizado. 

E aqui estão vocês, em mais uma ciranda de desafetos, expondo sentimentos que uma vez liberados não são mais capazes de implodir suas mentes numa devastadora onda de instintos reprimidos… 

Apaguem a luz, fechem as cortinas e espalhem uma linha de sal grosso na porta, pois hoje o Santuário macabramente apresenta… SEXTA MALDITA: O DECENÁRIO SOMBRIO! 

Na Sexta Maldita do Santuário, vários amigos e sacerdotes elegem seu vilão ou vilã favoritos e dançam com eles sob a luz do luar.
E você, qual o seu malvado preferido da noite? Quem você escolheria? Deixe nos comentários!

 

 

HANNIBAL LECTER

Criado por Thomas Harris (“Dragão Vermelho”, “O Silêncio dos Inocentes”, “Hannibal” e “Hannibal: a Origem do mal”)

POR WAGNER RASPUTIN BEATO

“Fome de vida”

Que coleção de cicatrizes você tem?

Nunca se esqueça de quem lhe deu as melhores. E seja grato. Nossas cicatrizes tem o poder de nos fazer lembrar que o passado foi real. Pense para você mesmo que cada dia é o seu último. A hora que você não anseia chegará como uma surpresa agradável. Coisas presas há anos voam livres, prontas para explodir em dor e nos levar a um comportamento perigoso, a memória nos dá momentos de mortalidade, mas o esquecimento proporciona momentos saudáveis. O amor e a morte são os pilares que revelam todas as emoções humanas. O que fazemos por nós morre conosco, o que fazemos pelos outros sobrevive.

Quase tudo o que fazemos, quase tudo em que acreditamos é motivado pela morte.

 

O SANTO DOS ASSASSINOS

Criado por Garth Ennis e Steve Dillon (“Preacher”- DC VERTIGO)

POR HENRY GARRIT (Universo Sincronia)

“Faça as pazes com seu criador”

Perseguidor e carrasco. Uma vez ordenado pelas entidades celestiais em sua empreitada, literalmente não descansará até concluir seu objetivo. Matar.

Outrora um homem de família, experimentou na carne a tragédia humana, até não sobrar mais carne ou humanidade, apenas ódio em sua forma mais pura, capaz de congelar o inferno, substituir o anjo da morte e se tornar seu arauto.

Após séculos invicto em sua função, se viu diante do primeiro a desafiar seu contundente toque, um reles mortal chamado Jesse Custer, um pastor mequetrefe que por puro acaso abrigou em seu corpo uma entidade capaz de destruir os pilares do Céu e do inferno, além de lhe conceder o Dom da Palavra que obriga  todos a obedecer suas ordens. Em algum momento, no entanto, o mortífero pistoleiro – munido de armas forjadas a partir da espada ceifadora, com munições infinitas capazes de matar TODO e QUALQUER ser vivo, seja ele de natureza divina, humana ou infernal – recobrou resquícios de sua pregressa vida ainda como um homem de carne e osso, descobrindo assim o verdadeiro culpado de sua existência desgraçada, possibilitando-o pela primeira vez desde que assumira o manto de executor supremo, abrir mão de cumprir sua missão e aceitar um acordo que o levaria a se voltar contra as entidades que o manipularam desde sempre…

Todas as coisas chegam ao fim, mas elas podem acabar de forma mais brutal quando o Santo dos Assassinos ouve as preces de seus devotos.

 

BATROC, O SALTADOR

Criado por Stan Lee e Jack Kirby (MARVEL)

POR PAULO JOUBERT (Cine HQ)

“Sacre bleu! Non! Mon Dieu!”


Sim, eu sou fã do Georges Batroc, saco de pancadas do Capitão América, mestre do boxe com os pés (savate). Picareta mercenário que aceita serviço de quem paga mais.

Como levar a sério um cara que se veste com roupas berrantes e aquele bigodinho sem vergonha? É o próprio Dick Vigarista da Marvel! E as citações na língua pátria, o francês? Há quanto tempo não lemos estas expressões estrangeiras. Acho que desde os então Novos X-Men, antes de Noturno e Colossus sucumbirem ao inglês estadunidense.

E o coração mole do francês? Quer só levar a remuneração dele, não quer que matem o adversário. Mesmo quando se alia a vilões, como o alien Estranho de cabelos tingidos, seja Mister Hyde, seja a Família Meachum… E que versão mais sem graça esta do universo cinematográfico da Marvel que apareceu no filme Capitão América e o Soldado Invernal e depois na série Falcão e o Soldado Invernal! 

Batroc é isso, Liberté, Egalité e pão francês! O resto é resto! Afinal, suan faz suar?

 

NEGAN

Criado por Robert Kirkman e Charlie Adlard (“The Walking Dead”)

POR LÉO CEZIMBRA

“Eu sou Negan!”

O que separa o bem do mal?

Como posso dizer o que é o bem e o que é o mal quando estamos vivendo um apocalipse zumbi e nada mais é como antes? As regras foram quebradas, a verdade que conhecemos não é mais a mesma e a humanidade está transformada. Como manter a sanidade e como saber que não cruzamos a linha?

A verdade é que em situações onde a civilização deixa de existir e o instinto de sobrevivência se sobrepõe a questões morais, é comum fazer o que precisa ser feito pra manter sua vida e a vida de quem você se importa. Você mataria para defender sua vida? Mataria para defender os seus? Mataria para estabelecer o controle em um mundo caótico e devastador? Já pensou sobre isso? Talvez, se você tenha dito que sim, você seja Negan… Ou um pouco dele.

Não sei dizer precisamente se Negan é um vilão ou um sobrevivente. Teria que estar enfrentando um apocalipse zumbi para saber. Porém, não podemos negar que ele conseguiu manter o controle de um exército, com crueldade e irreverência (aquela que nos faz odiar e amar ao mesmo tempo). Se para manter sua voz de comando ele precise esmagar a cabeça de um homem na frente de sua esposa grávida com sua amada Lucille (até os olhos saltarem do crânio), ele não vai hesitar. Você faria isso? De repente isso seja o que difere Negan de você. Mas é possível que lá no fundo, todo mundo seja Negan.

Afinal, você é Negan?

Q

Criado por Gene Roddenberry (“Star Trek – A Nova Geração”)

POR LEXY SOARES (A Cabeça de Lexy Soares)

“Deus não joga dados com o Universo”

Confesso que demorei muuuito pra gostar do Q. O primeiro episódio que vi com ele não gostei, e por vários outros episódios eu não conseguia entender qual a graça desse vilão mimado. Q é um ser superpoderoso, vindo de uma dimensão chamada “Continuum Q”, e que tem poderes praticamente divinos. Ele pode criar o que quiser, alterar a realidade, viajar pelo espaço-tempo, entre outras coisas, apenas com o poder do pensamento. E, apesar de poder fazer quase tudo, ele usa seu tempo (e poderes) pra ficar infernizando a vida do Capitão Jean-Luc Picard e a tripulação da USS Enterprise – Do século XXIV. Acho que eu fosse ele, não perderia meu tempo assim. Eu faria alguma outra coisa melhor, tal como… Hã… Ou talvez… Ah, sei lá.

Pensando bem, ser tão poderoso assim deve ser entediante. E por isso, deve ser apenas o tédio que o faz descontar nos amigos. Brincando de gato e rato com eles; os colocando em um julgamento por crimes que toda a humanidade em um falso tribunal; questionando a filosofia humana o tempo todo; mostrando como passado, presente e futuro podem estar interligados, ou nos momentos menos inspirados, apenas resmungando como esses seres inferiores são patéticos.

Acho que eu tentaria fazer diferente, mas acabaria fazendo o mesmo.

 

OVERLOOK HOTEL

Criado por Stephen King (“O Iluminado” e “Doutor Sono” )

POR LETICIA “NIMPHADORA” FIUZA

“O Local do Pesadelo”

Enquanto pesquisava sobre que vilão poderia falar na Sexta Maldita de hoje estava bastante duvidosa e todas as opções me pareciam meio méh… sabe? Eu queria encontrar algo para falar que combinasse com o mês de Agosto… O mês do Desgosto, do Cachorro Louco, das energias pesadas e todas aquelas superstições que conhecemos bem.

Foi aí que me surgiu o Pesadelo (Marvel). Sim! Por que não? Um vilão maligno indestrutível, já que sua fonte de vida vem das criações da mente humana, mas aí alguma coisa dentro da cachola sussurrou: Percebeu que ele parece uma versão pra adultos do Pitch Black, o Rei do Pesadelo (A Origem dos Guardiões)? E daí em diante foi um compara aqui e compara ali com outros personagens, incluindo o Oogie Boogie (The Nightmare before Christmas)…

Falhando em meu objetivo inicial, depois de muitas ligações e comparações, cheguei a um lugar. E se o Vilão não fosse um indivíduo, mas uma junção de vários? Se esse Vilão fosse a pura essência do mal? Do desespero? Sua existência fosse um verdadeiro pesadelo trazido para a realidade? Que esse Vilão despertasse todo o mal em quem ele tivesse por perto e sob seu toque qualquer pessoa se tornaria uma ramificação de sua vilania ou seria um prisioneiro atormentado eternamente?

Sidewinder, Colorado.

O Overlook Hotel é uma construção grandiosa e antiga, o típico hotel de verão para a alta sociedade americana, os ricos e cheios de segredos sujos. Para os Torrance (Jack, Wendy e seu filhinho, Danny, o Iluminado do título) é a promessa de salvação.

Entretanto, oque a família não sabe – apesar do pequeno iluminado ter sentido a bad vibe total desde antes da chegada ao local – é que este hotel já foi cenário de inúmeros homicídios e suicídios durante sua existência.

E na primeira oportunidade, assim que a família fica isolada, a Energia Nefasta que habita as fundações e paredes do hotel começa a se mostrar para o elo mais fraco e corruptível da família. Porém, dessa vez o Hotel não quer só matar, não quer só mais almas para sua coleção de horrores, é muito mais.

Danny, o iluminado, tem um poder sem comparação e o hotel está sedento por consumi-lo e para isso começa a brincar com a mente de Jack Torrance até que consegue derrubar suas parcas defesas e o transforma num psicopata homicida com o objetivo de matar sua mulher e filho.

Contudo, não é só Jack que está nessa missão… A luz do pequeno Danny desperta o desejo nas almas amaldiçoadas que são prisioneiras do Hotel e tentam levá-lo para o outro lado do véu por diversas vezes.

O Overlook usa todas suas armadilhas mostrando todo seu poder maligno para acabar com a vida de Danny e nos são apresentadas várias de suas facetas, como as Gêmeas, a mulher putrefata do quarto 217 entre outros espíritos abomináveis, o antigo Zelador, peça chave na loucura final de Torrance Pai e próximo ao ponto culminante da história, os animais topiários que ganham vida para caçar Danny.

O filme e o livro têm finais um pouco diferentes em relação aos Torrance, mas em ambos, Jack morre (assassinado pelo hotel diretamente / congelando no labirinto de sebes) e o Overlook “é destruído” com a explosão da Caldeira.

Mas, seria mesmo o fim do maligno Overlook?

Bem, como um empreendimento, sim.

Depois da explosão o hotel não voltou a funcionar, porém, seu “esqueleto” continua em pé nas montanhas nevadas e seus fantasmas continuam perseguindo Danny até sua idade adulta, quando precisa enfrentar outro tipo de vilão, mas aí é outra história.

A origem do poder maligno do Overlook é incerta, não há relatos de que sua construção tenha sido erguida em solo amaldiçoado ou em algum ponto de energia como as Ley lines ou portões do inferno ou se esse poder foi se acumulando pelos anos e anos de violência perpetradas dentro de suas paredes, mas é certo que o hotel é a verdadeira edificação de Pesadelo sem fim no plano terrestre.

  1. O Hotel que inspirou o Overlook se chama The Stanley Hotel e fica em Estes Park, Colorado, fundado em 1909 e ativo até hoje, então se você se interessar em saber mais sobre, pode fazer uma reserva com direito a tour pelas instalações e uma “palestra” sobre todas as atividades paranormais que ocorrem por lá…
  2. enquanto escrevia esse texto comecei a ouvir algumas crianças cantarem um lálálá bizarro aqui perto… e não temos crianças na vizinhança…

Beijos da Bruxa 😉

 

DOUTOR GORI

Criado por Tomio Sagisu (“Spectreman”)

POR VENERÁVEL VICTOR VAUGHAN

“O mal é sempre lembrado. O bem é tão difícil de ser reconhecido”

Para Fulvius Zamborf “Todo vilão é o herói de sua própria história. Esse fato explica suas mentiras, contadas na mais absoluta boa fé de seus princípios e motivações” , já Joseph Campbell diz em seu livro “O herói de mil faces” que: “o herói é apenas um subproduto da ação do vilão”, ele movimenta o roteiro rompendo a paz do mundo e produzindo o conflito. E sem conflitos não temos o Teatro, a Literatura, o cinema, nem os Big Brother Brasil´s da vida…

O herói por outro lado, segundo ele, apenas luta para manter o status quo, buscando a estagnação, apenas reagindo à isso em busca da paz. Mas será que é isso mesmo? O herói nunca busca por mudanças? Nunca deseja um mundo melhor? Nunca quer inovar?  Sabemos que isso acontece pois exemplos na cultura pop não faltam, como a franquia Star Wars, Senhor dos Anéis, dentre outras.

Então, o que Joseph e Fulvius querem de fato dizer é que para um bom vilão ser de fato um “Vilão com V maiúsculo” memorável, precisa se enxergar de fato como um herói. E isso sempre aconteceu em nossa sociedade  entre os mitos e em muitas personalidades históricas.

Ou vocês acreditam que Hitler achava que estava fazendo o mal ao buscar impor sua visão de mundo eugenista e autoritária em nossa goela abaixo? Que Lex Luthor, ao diversas vezes tentar matar o Super-Homem não acredita que está salvando seu mundo de um potencial psicopata alienígena megapoderoso? Ou que Lúcifer no momento que se rebelou e arrebatou legiões de anjos para seu lado, não acreditava que estava de fato lutando contra a tirania de um “Deus” autocrata e injusto com quem sempre desde o início esteve ao seu lado?

Meu personagem preferido, o Doutor Destino, é um maravilhoso exemplo disso no universo dos quadrinhos. Vocês acham que ele quer roubar bancos? Eliminar minorias étnicas ou simplesmente dominar o planeta para, tal como Loki, provar que é melhor que seu irmão adotivo loiro, sarado e invocador de trovões?

Não, ele quer simplesmente amealhar mais e mais conhecimento e poder. Por que? Para resgatar a alma de sua mãe do inferno… proteger o amado povo de seu país de origem e salvar a Terra de invasores alienígenas como Galactus ou interdimensionais como Dormammu. Para isso ele está disposto a ultrapassar medíocres travas morais porque “…a moralidade é algo que os seres humanos normais criaram por medo e incapacidade intelectual”, palavras do próprio Victor Von Doom.

Mas não estamos aqui para falar do monarca da Latvéria, mas sim de um dos maiores cientistas de todo o universo, um símio quase nórdico, uma diva loira: Doutor Gori! E quem não ama um macaco com PHd?

Vote em Gori para ministro do Meio Ambiente!

Pouca gente sabe, mas o seriado Spectreman em sua primeira temporada no Japão em 1971, se chamava: Uchu Enjin Gori (Gori, o Homem-Macaco Espacial).

Nosso amado simióide, o Doutor Gori, é originário do planeta Épsilon, onde reside uma civilização de macacos pacíficos e muito avançados, voltados para o bem comum.

Épsilon está situado na constelação de Sagitário, distante aproximadamente 40 mil anos luz da nossa estrela. Em algum momento no passado, Gori, um cientista genial, com um intelecto muito acima de todos ali, é eleito o novo líder de sua raça, mas uma vez detendo o poder, busca fabricar armas visando expandir a influência de sua sociedade sobre outras civilizações.

Para ele o pacifismo era um desperdício de seus recursos, afinal seu modo de vida era o ideal para ser implementado em todo o universo… Vocês conseguem fazer um paralelo com o que lemos no início desse texto?

Lógico que essa ideia do nosso loiríssimo facistinha não foi aprovada pelo conselho de simióides e Gori foi sentenciado à ter sua mente “alterada” – numa sociedade pacifista, a punição por traição nunca seria a morte – mas antes que isso pudesse acontecer, um oficial do exército – sim, o exército existia nessa sociedade, pois independente de serem pacifistas, Épsilon precisava se defender de possíveis invasões alienígenas – chamado Karas o resgata e foge com Gori em uma nave protótipo extremamente avançada, assim ganhando tempo para angariar mais simpatizantes de sua causa e voltar para darem um golpe de Estado.

Acontece que nesse momento da fuga, sua nave é alcançada por uma tempestade magnética –  na época era moda na ficção esse recurso de roteiro, para retirar os personagens de um ponto A e colocar rápido no ponto B, quem se recorda da tempestade magnética que atingiu a nave Spindrift na série Terra de Gigantes? – e nossos “heróis” se vêm já em nosso sistema solar, onde encontram a Terra. Gori fica impressionado com a beleza do planeta e logo em seguida indignado com a forma com que seus habitantes tratam a natureza do lugar: poluição, crescimento urbano desordenado, conflitos bélicos, racismo, desequilíbrio ambiental… Dito isso, nossa musa de rosa pink já indignado, decide conquistar o nosso mundo e o transformar em seu paraíso particular.

Um dos textos teatrais mais interessantes que já tive oportunidade de encenar na minha vida foi “O Círculo de Giz Caucasiano” de 1944. Nele o autor alemão Bertold Brecht, discute como deveria ser a reforma proletária Russa das terras devastadas pelo avanço Nazista uma vez que a guerra acabou… na versão da peça para o Brasil, Manuel Bandeira, seu tradutor, escreveu no prefácio da obra:  “as coisas devem caber àqueles que são bons para elas”.

Vamos entender que Gori em 1971 já tinha lido essa versão e se pautou como exercício de retórica em Brecht e Bandeira. Sim, Gori poderia talvez cuidar muito melhor da Terra do que os humanos. Isso para os olhos da História daria à ele o direito de tomá-la a força?

Com isso ele se valeu de todo seu espetacular intelecto e dos recursos científicos à seu dispor em sua nave para criar monstros gigantes, utilizando como matéria prima o próprio lixo e a poluição da baía de Tóquio. Sim! Gori já era na década de setenta um adepto do Desenvolvimento Sustentável, pré “vibe” encabeçada pelo lançamento do livro co-fundador do movimento ambientalista mundial  “A Primavera Silenciosa” de Rachel Carson!

Alguém duvida de que na sua narrativa pessoal Gori é o herói aqui? Que para ele os seres humanos são apenas pragas que depredam uma joia preciosa? Que o Spectreman não passa de um agente acéfalo de uma milícia intergaláctica auto proclamada de “Dominantes”? De que só ele e apenas ele pode salvar o dia, que talvez o destino o tenha colocado exatamente ali com uma missão sagrada muito maior do que seres inferiores seriam capazes de entender? Agora já adulto e ambientalista, não duvido mais.

Até mesmo o herói de vocês, o robô Spectreman, conseguia ver o potencial e as capacidades para grandes transformações em nível universal que Gori poderia aplicar em diversas sociedades se trabalhasse com base na ética.

Gori é o verdadeiro herói dessa História, ao que parecia até mesmo para os produtores que o colocaram na primeira temporada como o personagem principal no título da série – claro que muito dessa decisão foi baseada em surfar no hype do sucesso de “O Planeta dos Macacos” – Mas como nosso amado macaco de cachinhos dourados disse, antes de se suicidar no último capítulo, mais uma vez humilhado e derrotado em seus planos: “Não se ensina coisas novas a um macaco velho” (GORI, Doutor 1972)

Mas nós humanos, podemos ao contrário de Gori aprender?

Referências:

BRECHT, Bertolt. O círculo de giz caucasiano. [Trad.Manuel Bandeira] São Paulo: Cosac & Naify, 2010

 

AGRADECIMENTOS

Agradecemos a todos os amigos que estiveram conosco no decorrer desses 10 anos de existência do site nos apoiando desde que o Santuário era só uma capelinha, a quem carinhosamente apelidamos de leitores “Devotos” ou ainda fiéis redatores “Sacerdotes”, prestigiando-nos seja nos comentários ou com seus textos brilhantes que nos ajudaram a erguer esse templo de divertimento e cultura nerd!

Essa Sexta Maldita foi feita com muita alegria e dedicação e trazida até vocês graças ao carinho, a amizade e os textos de Wagner Rasputin Beato, Henry Garrit, Paulo Joubert, Victor VaughanLeticia Fiuza, Lexy Soares e Léo Cezimbra.

E nosso templo continua sempre aberto a todos que quiserem se aventurar…

O SANTUÁRIO SOMOS NÓS!

“Este não é o mundo real. O Santuário foi criado para que todos possamos relaxar e ser nós mesmos. É um espaço onde iremos interagir e falar sobre tudo o que gostarmos. Todos os nerds, não-nerds, antinerds e nerds paralelos estão convidados. Nosso objetivo é deixar de lado os problemas do dia a dia, desligar as mazelas da vida, compartilhar conhecimento, fazer novas amizades, falar bobagem. Ou não fazer nada, que se dane. Não queremos impor nossas ideias e nem implorar que sejam aceitas. Queremos mudar o NOSSO mundo. Aqui, alguns felizardos poderão ter a rara oportunidade de se libertar de si mesmos. Não promovemos o espancamento da mente nem a tortura verbal. Somos contra a autoflagelação da alma, não nos lamentamos e não choramos sem motivo… a gente segue em frente e vê no que vai dar. Dentro desses domínios, esqueça o mundo. Você está no Santuário”.

Texto de boas vindas do site, escrito há dez anos. Permanece atual.

 

 

2 comentários sobre “Sexta Maldita: O Decenário Sombrio!

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